"Uma das vítimas fatais já tinha, inclusive, [cometido] várias mortes, e a polícia está apurando. É a polícia quem vai nos dizer o que aconteceu, para que a gente possa abrir inquéritos", disse Nestor nesta segunda-feira (21) em entrevista para a TV Bahia.
Além de cinco internos mortos, 17 detentos foram feridos durante a rebelião na Lemos de Brito. Houve ainda uma tentativa de fuga e policiais prisionais foram feridos com golpes de facas e facões.
O secretário questionou a entrada de armas no local. "Como é que essas coisas entram na unidade prisional? Nós temos um scanner lá na PLB [Penitenciária Lemos Brito], mas o contrato do scanner venceu. Mas nós temos uma esteira, que a pessoa passa. Nós estávamos com visitas suspensas durante quase um ano. Nós fazemos as vistorias, que são chamadas de baculejo, a cada 10, 15 dias".
Na penitenciária em que a rebelião aconteceu, estão presoss apenas homens já condenados em regime fechado. Conforme apontou a Seap, 1116 internos estão presos na unidade, excedendo a capacidade máxima, que é de 771 vagas.
O Sindicato dos Servidores da Polícia Penal do Estado da Bahia (Sinsppeb) afirmou que apenas três pessoas trabalhavam na penitenciária durante o motim. A informação foi confirmada pela Seap, mas, segundo a pasta, não há um déficit de agentes penitenciários no estado.
Equipes dos Batalhões de Choque e de Patrulha Tático Móvel (Patamo) da Polícia Militar reforçaram o policiamento no presídio nesta segunda. No domingo, um helicóptero do Grupamento Aéreo (Graer) sobrevoou a região.
Durante a rebelião, familiares de internos estiveram no presídio para protestar pedindo informações sobre a situação deles. O Sindicato dos Rodoviários chegou a suspender a circulação dos ônibus na região, mas o transporte foi normalizado no mesmo dia. BN
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