Vale destacar que a instituição está desativada há alguns anos e de que se trata de um prédio histórico que marcou a vida de milhares de estudantes do município que por ali passaram, e reconhecem o ensino de qualidade que era ofertado nesta rede pública.
Os participantes da reunião foram Uberdan Cardoso, Zulu Araújo, Denilson Lessa, Deve Cortes, Juliana Silva e Júlio Vilela.
O professor de história e vereador Uberdan Cardoso declarou que a ideia de transformar o Colégio Estadual Félix Gaspar em um memorial do recôncavo não tem um padrinho. Ele também explicou de que modo se pretende executar essa transformação.
“É uma ideia que muita gente de forma avulsa tem, a ideia é pensar coletivamente, usando a expertise de quem sabe fazer isso. Hoje nos reunimos numa tentativa de sistematizar isso e o primeiro passo dessa sistematização foi convidar o professor Zulu, que é o presidente da Fundação Pedro Calmon, que veio trazer suas expertises e ideias para organizar essas nossas ideias. A primeira ideia é que os professores da UNEB vão organizar um projeto para que nós possamos enviar à Fundação Pedro Calmon e posteriormente discutir com o secretário da administração e a Super Intendência de Patrimônio do Estado”.
Zulu Araújo, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, disse que sua presença na reunião teve o papel de averiguar a possibilidade de transformação do espaço num centro de memória.
“Como a Fundação Pedro Calmon tem dentro da sua estrutura um Centro de Memória do Estado da Bahia, eu vim aqui com esse objetivo. O diálogo foi muito bom, muito interessante e a ideia pelo que eu pude perceber aqui, é que Santo Antônio de Jesus e recôncavo possam ter um espaço de memória. O fato é que todos estão com o objetivo muito claro, em primeiro lugar, de garantir a permanência desse espaço enquanto espaço de utilidade pública, em segundo lugar, que ele seja restaurado fisicamente e em último lugar, que nós possamos fazer com que, sendo restaurado fisicamente, ele possa ser gerido pela sociedade civil de Santo Antônio de Jesus no sentido de garantir a sua memória”.
O professor Denilson Lessa, representando a UNEB, falou que do ponto de vista civil, econômico e oferta de serviços, o município de Santo Antônio de Jesus cresceu muito e carece de memória.
“Que possamos pleitear junto ao Governo do Estado a reforma completa desse patrimônio e transformar nesse centro de memória, que poderá guardar documentos antigos da cidade, fotografia antigas, ser feitas exposições eventualmente, enfim documentos que sirvam de referência da memória e história da cidade”.
Deve Cortes, ex-secretária de cultura e presidente do PC do B em SAJ, representando a ‘Agenda 21’, pontuou que o patrimônio arquitetônico de Santo Antônio de Jesus quase não existe mais.
“A gente já perdeu inúmeros prédios importantes para a história do município, por isso o nosso foco é unir as forças da sociedade civil e poder público para ver esse prédio recuperado à serviço da população e da cultura”.
Juliana Silva, presidente do Conselho de Promoção da Igualdade Racial, enfatizou a importância da participação da sociedade civil na construção desse espaço memorial de Santo Antônio de Jesus, mais que também vai abranger municípios do recôncavo baiano.
“A nossa contribuição principal é trazer a sociedade civil para esse diálogo. No conselho temos baiana do acarajé, povos tradicionais e movimentos coletivos diversos. Então é importante que esses coletivos estejam aqui representados, não só na proposta, mas na manutenção e na consolidação desse espaço.”
Tendo em conta o nome da instituição, Colégio Estadual Félix Gaspar, Júlio Vilela, conselheiro da OAB de Santo Antônio de Jesus, informou que Félix Caspar era santoantoniense e foi ministro de justiça, além de juiz na comarca de Nazaré.
“A gente enquanto operador do direito acha importante e necessário ter um centro de memória para que a juventude, os operadores do direito e toda a população possam saber quem foi Félix Gaspar, pois ele contribuiu muito com o sistema de justiça”. blogdovalente

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