Grande parte dos veículos subtraídos eram trocados por drogas em regiões de fronteira. Foram cumpridos cinco mandados de prisão e sete de busca e apreensão.
Com relação à subtração dos veículos de alto luxo, a Corpatri constatou que desde dezembro do ano passado os indicadores estatísticos relacionados a esta modalidade criminosa apresentaram um expressivo e inédito aumento nunca antes visto na capital federal.
Em cinco meses, foram registrados mais de 25 furtos qualificados de picapes médias de luxo. A Polícia Civil detalhou que os integrantes da associação atuavam de forma articulada, organizada e selecionavam os veículos a serem furtados no Plano Piloto e Águas Claras, locais tidos como seguros.
Os investigadores identificaram que alguns desses veículos foram subtraídos enquanto estavam em estacionamentos rotativos privados e que contam com equipe de segurança própria.
A marca e o modelo dos veículos subtraídos são mundialmente reconhecidos como sendo sinônimos de segurança, conforto, potência e luxo, possuindo portanto, alto valor de mercado desde a aquisição originária até a sua revenda posterior.
“Chamou a atenção também que tais veículos são equipados desde a sua fabricação e montagem, com sistema composto por vários itens de segurança, o que dificulta a consumação de tais delitos, demandando o emprego de conhecimento e recursos específicos por parte da agremiação para a superação de tais camadas de segurança”, explicou o delegado Tiago Carvalho.
Estima-se que o prejuízo financeiro causado pela associação, se aproxima da R$ 9 milhões, já que cada veículo subtraído equivale a quantia de R$ 350 mil.

0 Comentários