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Delegacia ‘campeã’ de estupros não tem funcionária para atender vítimas

Quinta-feira (2), 14h. Geidiane de Souza, 33, chegava ao 47º DP, no Capão Redondo – SP, para registrar o boletim de ocorrência contra seu ex-marido.
Com as provas em mãos, ela se apresenta com os dedos das mãos inchados e roxos, pontos cirúrgicos nas sobrancelhas e um machucado no pé. Não traz, porém, os dentes da frente, que arrancou, já amolecidos, após ter sido espancada pelo ex-marido.
Geidiane havia feito o BO de agressão há uma semana. E voltava agora à delegacia, pois o ex-marido que é porteiro, alcoólatra e usuário de cocaína, arrombara sua casa e a roubara.
Segundo  o delegado titular – Valter Bassoli -, os casos do tipo compõem o maior número de inquéritos abertos no local, além os de estupro. “Deveriam ir para a delegacia da mulher, mas lá está sobrecarregado”, diz.
Em todo o Estado, nenhuma das 132 Delegacias de Defesa da Mulher é 24 horas. Talvez seja por isso que o 47° DP mantenha uma liderança indesejada: é a delegacia onde mais se registraram estupros no ano passado em São Paulo, com 68 denúncias.
A falta de ajuda especializada não é exclusividade do Capão Redondo: nenhum dos distritos campeões de estupro possui delegacia da mulher.(Folha)

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