O comerciante Agnaldo Bonfim Cabral, 55 anos, morto a tiros na madrugada desta quarta-feira (15) em frente ao bar Point dos Amigos, em Mussurunga, já havia recebido ameaças de morte de um suposto policial militar.
Segundo o irmão de Agnaldo, o também comerciante Antônio Bonfim Cabral, 58, a vítima havia comentado com familiares que um homem que mora no bairro e frequentava o local teria feito ameaças após Agnaldo pedir que ele não fizesse bagunça no bar.
“Ele chegou a conversar com minha sobrinha que um policial militar tinha ameaçado ele porque ele não aceitava bagunça no bar. Quando o cara ia lá beber, ele ficava alterado e Agnaldo não gostava. Na semana passada ele chegou a se queixar da ameaça com a família”, lembrou Antônio, que não soube dizer o nome do suposto policial. “Eu não conheço o homem, só sei disso porque ele relatou a ameaça”, disse.
Agnaldo foi morto após ser atingido por disparos no ombro, peito, barriga e rosto por cerca de 10 tiros. Ele fechava o bar em que era proprietário, por volta da 0h, quando três homens armados chegaram ao local efetuando os disparos. Os homens fugiram do local após o ataque. Os filhos descartam a possibilidade de assalto, já que nenhuma quantia foi levada.
Segundo uma cliente do bar, que não quis se identificar, Agnaldo havia se envolvido em uma briga na semana passada dentro do próprio estabelecimento com um homem. Ela não soube dizer se o homem seria o suposto policial militar.
Alguns parentes contaram outra versão. Também na semana passada, Agnaldo havia recebido ameaças de um grupo após uma confusão no bar. Um dos homens envolvidos na discussão chegou a dizer que voltaria para matar o comerciante. Três dias depois, o marido da cozinheira do bar, que também estava envolvido na confusão, foi assassinado. A suspeita dos familiares é que o grupo teria pensado que Agnaldo seria o mandante do crime e matado o comerciante por vingança.
“Não sei o motivo da briga, mas sei que ele foi ameaçado pelo homem. Ninguém sabe quem é esse homem. Agnaldo era uma pessoa tranquila, todo mundo aqui conhecia, falava com ele. Muita gente aqui no bairro chamava ele de pai, tio”, disse.
Uma ex-funcionária de Agnaldo também relatou que a convivência dele com clientes, funcionários e moradores do bairro era harmônica. “Passei uns 5 anos trabalhando com ele e sempre foi tudo tranquilo. Agnaldo não gostava de confusão no bar. Não tenho conhecimento de que ele teria inimigos”, disse.
(Foto: Diogo Costa/CORREIO)
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Em nota, a Polícia Militar informou que "policiais militares da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar "(CIPM/São Cristóvão) foram acionados por moradores da rua Gleba C" e que "A guarnição isolou o local e solicitou a presença do Departamento de Polícia Técnica para a remoção do corpo".
Antes de se tornar dono do bar, Agnaldo trabalhava tinha uma barraca de praia em Placafor, conhecida como “Traíra”. Ele era morava com a companheira no bairro de Itapuã e tinha 5 filhos, que não moravam com ele. O caso será investigado pela delegada Mariana Ouais, titular da 1ª Delegacia de Homicídios. O enterro de Agnaldo será às 15h, no Cemitério Quinta dos Lázaros.(Correio)

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