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Novos candidatos a vereadores são usados como mercadoria de troca por ‘donos’ de partidos

Os agora pré-candidatos, já que se filiaram a algum partido político para a disputa eleitoral de 2016 nos seus municípios, e que ainda terão pela frente as convenções partidárias para ganharem um número e ir à cata de votos, de cara limpa e sem dinheiro/liso, o máximo que terão nessas eleições, será o famoso “santinho”, colado com a cara de alguns astutos candidatos majoritários, que entram na disputa sem vergonha, sem pudor, para negociar a sigla de aluguel, colocando-a a venda, e você candidato como gado manso vai caminhar ao abatedouro para receber a pancada do cutelo, servindo de cauda da legenda, para eleger os já escolhidos, com a missão de  incomodar parentes, vizinhos, amigos, colegas de trabalho e estranhos, sendo usados como inocentes úteis e mercadorias de troca, nessas manobras eleitorais, muitas delas espúrias, mentirosas, escondendo o lado obscuro das coligações e acordos.
 Os senhores recém-filiados (candidatos a vereador em Santo Antônio de Jesus), por ignorância, desconhecimento do processo eleitoral, ou por má-fé, já que muitos se lançam para depois barganhar alguma coisa, em troca, por exemplo, cargo na Câmara Municipal e muitos antes das eleições, vendem sua postulação. Muitos mandatários donos das agremiações municipais, que já são vereadores, têm que formar uma boa chapa com os inocentes úteis para poder atingir o coeficiente eleitoral. E partem ao deus-dará dos pré-candidatos, e faz coligações, muitas delas prejudiciais aos candidatos que poderiam receber uma votação expressiva e não se eleger.
 Os Santo-antonienses já perceberam a jogada de alguns “donos” de partidos, desde as últimas eleições de 2012, elegeram um único candidato, ou seja, o próprio vereador de mandato, e enganam os futuros candidatos com promessas que nunca irão cumprir. Em Santo Antônio de Jesus, abandonada pelos seus atuais “representantes”, que só aparecem aos eleitores de quatro em quatro ano, e nesse interregno é o proselitismo com empréstimo de cadeiras e mesas para festinhas e entrega de coletes e bolas para os peladeiros de fim de semana. Vamos apelar que os eleitores não os reelejam, chega de altos salários, mordomias, farra de combustível e outros absurdos mais.
Entenda a regra atual de coligação
O sistema atual possibilita a união dos partidos durante os pleitos para vereadores. Essa união é chamada de coligação. Durante a eleição, o eleitor tem a opção de votar no candidato (voto nominal) ou apenas no partido (voto legenda). Na contagem, quanto mais votos uma coligação obtém (somando os nominais e o de legenda), mais vagas essa coligação terá no Legislativo. Na coligação os candidatos conhecidos como “puxadores de votos”, hoje tidos como “inocentes úteis”, são essenciais, sendo determinantes na eleição de outros candidatos. Não se deixe enganar por mandatários espertos e calejados em manobras políticas eleitoreiras.  Entenda o processo eleitoral para não ser mais um “inocente útil” nas mãos dos políticos profissionais.
 Entenda o cálculo eleitoral para se obter uma vaga?
Na Câmara Municipal, o cálculo é o seguinte: o número total de votos válidos (50.647 na última eleição) é divido pelo número de vagas (14). O resultado (3.617) é chamado de Quociente Eleitoral, e representa o número de votos que cada partido/coligação precisa receber para garantir pelo menos uma cadeira na Câmara. Estas cadeiras, então, serão preenchidas pelos candidatos mais votados dentro da lista daquele partido ou coligação.
  E qual é a diferença de partido e coligação?
Coligação são alianças que os partidos fazem nas eleições, muitas vezes na calada da noite, sem conhecimento dos pré-candidatos, que só irão ter de saber dessas manobras/armadilhas próximos das eleições, aí já era. Na prática, para as eleições proporcionais, a coligação funciona como se fosse um partido único (mas somente para aquelas eleições) e o número máximo de candidatos é aumentado e o tempo de televisão e rádio também fica maior.
 E o voto branco e o voto nulo?
Os dois são considerados a mesma coisa: não servem para o cálculo eleitoral. A única diferença é a forma que você invalida seu voto: na primeira você coloca o dedo na maquininha e digita qualquer número que vier a cabeça e na segunda se vota num número que não está registrado na justiça eleitoral (como 99, que não está associado a nenhum partido, É por isso que muitas pessoas dizem que votar em branco ajuda quem está “na frente”: como o voto não é considerado válido, se muitas pessoas anularem o seu voto o Quociente Eleitoral será menor e isso torna mais fácil de eleger um vereador (eles vão precisar de menos votos para se elegerem do que se você tivesse votado em outro candidato. Infosaj

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