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Recôncavo: Após 5 anos de proibição adeptos prometem número maior na guerra de espadas em Cruz das Almas e Muritiba

Uma tradição de décadas que se repete todo ano. A guerra de espadas – material considerado arma de fogo pelo Ministério Público Estadual –feita com bambus cozidos preenchidos com pólvora, enxofre e limalha de ferro e enrolados com cordão de sisal encerado. Quando acessa, produz um jato incandescente e alcança alta velocidade - promete mais um ano colorir as ruas da cidade de Cruz das Almas e Muritiba, no recôncavo baiano. O mês de Junho, tradicionalmente conhecido pela cultura junina e sempre escolhido como a marca para queima dos artefatos. A tradição é antiga, tem mais de 150 anos e é defendida pela maioria da população. "Se acabar com as espadas vai acabar com o São João de Cruz das Almas", diz um morador ao Voz da Bahia. A proibição ocorreu em 2011, quando a então juíza Luciana Amorin, titular do Tribunal de Justiça no município aceitou a ação movida pelo Ministério Público da Bahia, pedindo o cancelamento da guerra que era autorizada pela prefeitura nos dias 23 e 24 de junho, durante os festejos juninos, em quatro em locais específicos da cidade. A mesma medida foi aplicada no município vizinho, em Muritiba. A cidade Serrana também sofre os impedimentos da lei; sendo sempre registrado confrontos em os adeptos das espadas e Pms após a ação que coibiu a prática. O Ministério Público Estadual alega que a tradição fere os princípios da lei e causa danos a integridade física do cidadão que deseja aproveitar o São João nas duas cidades. Este ano a medida da proibição chega aos cinco anos sem reversão. Todavia, a guerra continua ao longo dos últimos anos, e só aumenta a cada ano, atraindo fãs e admiradores de várias regiões do País. Em ambas as cidades a folia continuará este ano, e os espadeiros – grupos de praticantes – prometem mais um ano o rompimento da lei, um maior número de espadas, e a permanência da tradição que passa de geração pra geração.

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