O corpo da professora Ienata Rios, 35 anos, foi enterrado por volta das 11h desta terça-feira (5) no cemitério de Pé de Serra, na Bahia. O velório foi realizado na casa da mãe da professora. Ienata foi assassinada em Riachão do Jacuípe com 20 facadas na tarde desse domingo (3), na casa onde morava.
Ienata foi encontrada morta dentro de casa. O crime aconteceu por volta das 13h30, no Loteamento São José, em uma localidade conhecida como 'Troca Tapa'. Ienata morava sozinha e foi morta a facadas.
O corpo da professora foi encontrado após uma vizinha ver a porta da casa dela aberta e entrar em contato com a Polícia Militar. "Não houve arrombamento, então a princípio está descartada a hipótese de roubo", disse o delegado.
"Ao chegarmos lá, encontramos a vítima caído no corredor, de bruços, com uma faca cravada no pescoço", revelou o investigador. Ienata foi golpeada em várias partes do corpo, mais de 20 vezes.
Noivo presta depoimentoCássio Fabrício Almeida contou que, na sexta-feira (1), a noiva iria para um show em Feira de Santana e que não a acompanhou porque, no dia seguinte, seria o aniversário do filho dele, de 8 anos. O noivo mora na cidade de Dias D’Ávila, onde trabalha. A vizinha Erenúzia Calixto Silva, que acionou a polícia ao encontrar a professora, também foi ouvida.
De acordo com o delegado Sérgio Vasconcelos, Fabrício relatou que passou o sábado com o filho, dois amigos e avó da criança num shopping em Salvador e que retornou para Dias D’Ávila à noite, por volta das 20h. Ao chegar na cidade, foi para uma festa com um casal de amigos, onde ficou até as 5h da manhã de domingo. Ao acordar, entre as 11h e o meio-dia, ele foi almoçar na casa de uma tia. Por volta das 14h, o noivo teve conhecimento do crime e se dirigiu para a cidade de Riachão do Jacuípe.
"A avó e a mãe do filho dele serão ouvidas para comprovar a versão do noivo. Também estamos aguardando os laudos periciais para confirmar ou descartar a possibilidade de envolvimento", contou o delegado. Segundo a Polícia Civil, até o momento, nenhum comprovante de consumo no shopping foi apresentado. Além delas, o casal de amigos da festa também será intimado a depor.
Segundo os investigadores, a mesa estava posta com dois pratos, talheres e xícaras. "É como se ela estivesse com alguém ou esperasse por alguém", disse o investigador José Rodrigues. Ainda conforme o policial, a cerca elétrica da residência estava desligada porque Ienata havia instalado recentemente, pois o imóvel foi arrombado há dois meses.
DefesaNo Facebook, a irmã de Cássio, Cleice Liz, fez a defesa dele. "Informo que estão saindo boatos de que meu irmão é o principal suspeito da morte da minha cunhada, Ienata Rios. Ele não estava na cidade quando aconteceu o fato e já fez seu depoimento na delegacia. Por favor, respeitem a dor dos familiares", escreveu.
A vizinha foi a primeira a desconfiar do crime porque Ienata era muito cuidadosa com o portão, pois sua casa já tinha sido assaltada. Segundo o delegado, a empregada doméstica, o vigilante da rua e o filho de 17 anos da professora também serão ouvidos. "Aparentemente não encontramos sinais de abuso, mas mesmo assim solicitamos a análise", contou o titular. (Correio)

0 Comentários