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Moradores de Itaparica acusam PMs de executarem um rapaz e protestam em Bom Despacho


A morte de um rapaz, atribuída à Polícia Militar, levou os moradores da localidade Urbis de Baixo a bloquearem a BA-001, na estrada do acesso ao terminal de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, na manhã desta quinta-feira (4).
Segundo os manifestantes, o servente Herbert Alves da Purificação, 19 anos, foi baleado dentro de casa por PMs da 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Itaparica), na madrugada de quarta-feira (3). Eles apontaram o sargento Pierre como um dos autores dos tiros.
O auto de resistência - como é tipificado o homicídio que ocorre numa ação policial - foi registrado na 19ª Delegacia (Itaparica) e diz que Herbert junto com mais quatro homens armados abriram fogo contra a equipe de PMs. Segundo policiais civis, Herbert não registrava passagem na unidade.
Os moradores negam essa versão. A Urbis de Baixo, que fica ao fundo Conjunto Habitacional Bom Despacho, é um dos territórios dominados pelo traficante Adilson Santana Silva, integrante do Bando do Maluco, uma das três facções que disputam o controle do trafica na ilha
ProtestoPouco mais 100 pessoas colocaram fogo em paus e pneus que foram arremessados em frente ao terminal do Bom Despacho, por volta das 10h. O protesto impediu a circulação de carros nos dois sentidos da pista. A Polícia Militar esteve no local e até o momento a manifestação ocorre sem conflito. De com a assessoria da Internacional Travessias, concessionária que opera o sistema Ferry-boat, a manifestação não está interferindo no embarque e desembarque de passageiros. 
Usando cartazes, eles pediam punição aos policiais, a quem acusam de execução. “Queremos Justiça. Os policiais não podem tratar todos como bandidos. Na comunidade mora gente de bem também”, disse uma vizinha de Herbert. 
Segundo moradores, os policiais chegaram à casa de Herbert por volta da 1h. “Eles obrigaram a mulher dele, uma adolescente de 14 anos, grávida de sete meses, a abrir a porta. Depois, retiraram o rapaz da cama e o balearam na sala, quando ainda estava de joelhos”, contou a vizinha, após uma conversa com a mulher de Herbert, uma das testemunhas da morte – o pai da mulher de Herbert, um cadeirante, também teria presenciado a suposta execução. 
“Herbert era uma pessoa tranquila, trabalhava como servente em um canteiro de obras perto de casa. De vez em quando ele fumava uma maconha”, disse a mulher.
Auto de resistência 
De acordo com o auto de resistência, uma guarnição da 5ª CIPM, sob o comando do sargento Pierre, foi acionada para averiguar uma denúncia de que homens andavam armados. “Os policiais desceram da viatura e seguiram a pé, quando foram recebidos a tiros por cinco homens. Na perseguição, Herbert foi baleado e caiu no quintal de uma casa. Foi socorrido pela própria guarnição, mas chegou morto ao Hospital Geral de Itaparica”, contou um policial civil. 
No auto de resistência consta que os policiais apreenderam com Herbert um revólver calibre 38, com duas munições intactas e três deflagradas. 
O CORREIO procurou a Polícia Militar, que ainda não se manifestou sobre o caso.(Correio)

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