A delação premiada da secretária da Odebrecht, Maria Lúcia Guimarães Tavares, detida em Salvador, foi crucial para a prisão do ex-ministro Antônio Palocci nesta segunda-feira, 26, na 35ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com o delegado da PolÃcia Federal, Filipe Hille Pace, a colaboração dela permitiu que os investigadores chegassem à conclusão de que Palocci era o "italiano" citado nas planilhas de pagamento de propinas da empreiteira. "Foi a única que teve a 'coragem' de quebrar o silêncio que impera na empreiteira Odebrecht. Sua colaboração foi importante", disse o delegado sobre Maria Lúcia, referindo à Omertà (como a norma de silêncio é chamada na máfia italiana). Esse é o mesmo nome dado a esta fase da Lava Jato. A secretária, presa na Operação Acarajé (a mesma que deteve o marqueteiro do PT João Santana e a mulher dele, Mônica Moura), atuava no setor de operações estruturadas, responsável pelo pagamento de propinas.
A delação premiada da secretária da Odebrecht, Maria Lúcia Guimarães Tavares, detida em Salvador, foi crucial para a prisão do ex-ministro Antônio Palocci nesta segunda-feira, 26, na 35ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com o delegado da PolÃcia Federal, Filipe Hille Pace, a colaboração dela permitiu que os investigadores chegassem à conclusão de que Palocci era o "italiano" citado nas planilhas de pagamento de propinas da empreiteira.
"Foi a única que teve a 'coragem' de quebrar o silêncio que impera na empreiteira Odebrecht. Sua colaboração foi importante", disse o delegado sobre Maria Lúcia, referindo à Omertà (como a norma de silêncio é chamada na máfia italiana). Esse é o mesmo nome dado a esta fase da Lava Jato.
A secretária, presa na Operação Acarajé (a mesma que deteve o marqueteiro do PT João Santana e a mulher dele, Mônica Moura), atuava no setor de operações estruturadas, responsável pelo pagamento de propinas.
Essa é a segunda fase da Lava Jato deflagrada com base no depoimento dela. Em março, policiais federais deflagraram a 26ª etapa da ação batizada de Xepa, que prendeu executivos da Odebrecht, inclusive em Salvador. Maria Lúcia era responsável por manter planilhas com dados sobre o pagamento de propinas. Os beneficiários do esquema eram identificados por meio de apelidos no documento. No caso de Palocci, como "italiano". (ATarde)

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