Dois dos elevadores utilizados para transportar corpos da sala de necrópsia para a geladeira do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) continuam sem funcionar. Um deles foi consertado nesta quinta-feira (8) e, segundo informou o Departamento de PolÃcia Técnica (DPT), por meio da assessoria, já está sendo utilizado para o transporte. Os outros dois equipamentos precisam de peças e, por enquanto, não têm previsão para voltar a operar.
Na manhã desta sexta-feira (9), funcionários disseram que a rampa externa voltou a ser utilizada durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã. Mas, por conta do baixo movimento, a rampa não estaria sendo utilizada no meio da manhã. O DPT negou a informação e disse que, até o final da manhã desta sexta-feira, a rampa não havia sido utilizada.
Procurado, o presidente do Sindicato dos Peritos Médicos e Odonto Legais da Bahia (Sindmolba), Cláudio Araripe, não quis comentar o assunto e disse que o sindicato, inicialmente, não trata destas questões, exceto quando provocados pelos sindicalizados, o que não ocorreu até o momento.
O CORREIO denunciou nesta quinta-feira que, durante quatro dias, os corpos foram transportados em carros-prancha através da rampa externa do Instituto, às vistas de familiares que foram ao local fazer a liberação de corpos. Consultada pelo CORREIO, a psicóloga especialista em luto Daniela Lemos disse que a situação é desrespeitosa.
"Você está ali muito sensÃvel ao que está acontecendo e a qualquer hora pode ser o corpo de um familiar seu. É uma situação totalmente desrespeitosa com quem está ali, com o familiar e com certeza isso tem um impacto", disse.
O DPT possui três elevadores que fazem o transporte dos corpos entre a geladeira e a sala de necropsia. De acordo com um funcionário da empresa Orona AMG, responsável pela manutenção, já foi apresentada uma proposta para modernizar os equipamentos, que são muito antigos.(Correio)
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