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Exame descarta pólvora na mão de engenheiro morto por PMs em blitz

A análise do Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues (IMLNR) não encontrou pólvora nas mãos do engenheiro e professor Moacyr Trés da Costa Trindade, 61 anos, morto a tiros por policiais na Avenida Paralela, no dia 18 de junho.
A informação consta do relatório da Corregedoria da Polícia Militar ao qual o CORREIO teve acesso com exclusividade. “A informação de que houve troca de tiros é caluniosa”, declarou o advogado da família da vítima, Bruno Rodrigues.
Ele apontou outras falhas no relatório, assinado no dia 18 de agosto pelo capitão Fernando Brandão Cruz, da Corregedoria da PM. Segundo o advogado, não houve perseguição. “Duas viaturas acionadas para dar apoio às outras guarnições que participavam da suposta perseguição pararam no Trobogy (onde a vítima foi atingida com três tiros) às 9h e às 9h05, de acordo com o GPS das viaturas. Esse foi o momento dos disparos, e não de uma perseguição”, disse Rodrigues.
No documento, um dos policiais disse que ainda em Lauro de Freitas o Ford Ka conduzido por Moacyr bateu em um outro carro, onde estavam duas mulheres. Mas, segundo o advogado, a perícia no carro de Moacyr não constatou nenhuma evidência de colisão com outro veículo.
O relatório concluiu que, dos oito PMs investigados pela morte do engenheiro, apenas o soldado Danilo Esteves Soares Ramos responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O soldado Danilo não quis falar sobre o assunto.
Em nota, a PM informou que o Inquérito Policial Militar será encaminhado ao Ministério Público, a quem caberá definir pela denúncia ou não do policial indiciado, e remeter à Justiça. Disse ainda que o inquérito é apreciado pelo Núcleo de Avaliação de Inquérito (NAI) da Corregedoria e, depois, pelo Ministério Público e Justiça.(Correio)

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