Restam dois
O retorno do ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner à  política baiana agitou caciques de partidos da base aliada ao PT e antecipou debates internos sobre posições na chapa do governador Rui Costa em 2018. O frenesi teve origem na entrevista concedida ontem por ele à Rádio Metrópole, em que coloca sua candidatura ao Senado como possibilidade. 

A hipótese levou líderes governistas às simulações de cenários para a sucessão estadual. Caso Wagner entre no xadrez, os petistas ocupariam duas das quatro vagas na majoritária. Restariam outras duas candidaturas - a senador e a vice de Rui - para cinco legendas que cobiçam espaços de destaque: o PP do atual vice-governador João Leão, o PSD do senador Otto Alencar, o PSB da senadora Lídice da Mata, o PDT do deputado federal Félix Mendonça Júnior e o PSL do deputado estadual Marcelo Nilo, presidente da Assembleia. Das duas, uma: ou três delas ficarão de fora, coisa que nenhuma parece disposta a aceitar, ou vão procurar abrigo no guarda-chuva adversário.

Pulada de cerca
Uma eventual mudança de lado também entrou nos cálculos das siglas alinhadas aos petistas. Nesse caso, dá-se como certa três vagas preenchidas na chapa rival por partidos da oposição: DEM, PMDB e PSDB, embora ainda não se saiba com certeza quem ficará em qual posição.  Com isso, sobraria apenas um lugar para oferecer. O que não deixa muita margem para  negociações. Nessa queda de braço, perderão as legendas com menor força política e tempo de televisão. No caso, o PSL, cujo presidente estadual, Marcelo Nilo, pressiona para disputar o Senado ou a vice de Rui Costa.

Farinha pouca
Com o cabo de guerra já montado, Félix Jr deixou claro que  não abrirá mão de espaço na chapa majoritária para 2018. “Essa é a determinação do partido. O PDT quer minha candidatura ao Senado ou a vice-governador”, destacou. Presidente estadual da sigla, o parlamentar se esquivou  quando  indagado sobre uma eventual migração para a banda oposicionista, caso fique sem a vaga : “Não quero antecipar essa discussão, o momento é inoportuno. Mas estou certo de que, quem não for contemplado, vai procurar o DEM”.
Oitava derrotaCandidata a prefeita de Salvador pelo PCdoB, Alice Portugal acumulou ontem mais duas punições impostas a sua campanha pela Justiça. Na primeira, foi obrigada a conceder direito de resposta ao candidato do DEM à reeleição, ACM Neto, no programa eleitoral da comunista, por ter usado dados falsos sobre creches da prefeitura. Depois, perdeu 18 minutos na TV por reproduzir acusações sem fundamento feitas contra Neto  pela candidata do PPL, Célia Sacramento.Dança de cadeiraO resultado de pesquisas em Candeias levou a uma reviravolta na coligação liderada pelo candidato do PP a prefeito da cidade, Doutor Pitágoras. Após detectar queda nos índices de intenção de voto atribuídos a ele, o pepista mudou de vice: sai Mailsson Assis (PSB), ex-secretário de Meio Ambiente do município, e entra a vereadora Márcia Gomes (PSDB), ligada à comunidade evangélica e conhecida pela popularidade em bairros carentes.PílulaPinta de zebra:  Considerado azarão na corrida pela prefeitura de Itabuna, o médico Antonio Mangabeira (PDT) começou a amedrontar o restante do páreo.(Correio)