O ex-ministro Guido Mantega, preso na manhã desta quinta-feira (22) na 34ª fase da Operação Lava Jato, teve a prisão temporária revogada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação.
Segundo Moro, ele e o MPF não sabiam do quadro de saúde da esposa do Mantega. Ele foi preso enquanto acompanhava a mulher no hospital durante uma cirurgia.
“Procedo de ofício, pela urgência, mas ciente de essa provavelmente seria também a posição do MPF e da autoridade policial. Assim, revogo a prisão temporária decretada contra Guido Mantega, sem prejuízo das demais medidas e a avaliação de medidas futuras”, disse o juiz.
Operação
Mantega foi preso temporariamente, em São Paulo, pela Polícia Federal no início da manhã. O cumprimento do mandado fazia parte da 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de ‘Arquivo X’.
Mantega foi preso temporariamente, em São Paulo, pela Polícia Federal no início da manhã. O cumprimento do mandado fazia parte da 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de ‘Arquivo X’.
Segundo a polícia, durante as investigações verificou-se ainda que, no ano de 2012, Mantega teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação.
Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido. “São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro”.
O nome Arquivo X dado à operação é uma referência a um dos grupos empresarias investigados, do empresário Eike Batista, e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial.
o ex-presidente da OSX, Luís Eduardo Carneiro, também foi preso no Rio de Janeiro. Outros três mandados foram cumpridos em Niterói, região metropolitana, Cabo Frio, na Região dos Lagos, e São João da Barra, norte do estado. Pela manhã, policiais federais fizeram busca e apreensão de documentos na OSX, empresa de Eike Batista, no centro da cidade do Rio de Janeiro. *Correio

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