Depois de evitar falar com a imprensa sobre o caso, o treinador do Bahia, Guto Ferreira, marcou uma entrevista coletiva na qual comentou sobre o acidente ocorrido com atletas da Chapecoense, que viajavam para a Colômbia para enfrentar o Atlético Nacional em Medellín. O técnico, que defendia o Furacão do Oeste antes de assumir o Esquadrão de Aço, lamentou o ocorrido e lembrou momentos em que viveu com os jogadores, diretoria e comissão técnica da Chape. “Uma coisa que não você não tem explicação, quando você está no trabalho está muito mais tempo com eles que com a família. Praticamente conhecia quase todos que estavam ali, conhecia do dia a dia. No momento mais lindo que eles estavam vivendo acontece essa catástrofe”, disse Guto, que também revelou a intenção do clube de se tornar uma referência a nível nacional e internacional. “Quando fui campeão estadual eu lancei para o grupo o que eles queriam em termos de Campeonato Brasileiro, e aí o objetivo era fazer melhor que foi ano passado. Aí o capitão bateu no peito e falou que se a Chape quer pensar grande, tem que ficar na primeira parte da tabela. Aí a gente colocou que íamos brigar por algo a mais, chegar em algum título de expressão ou chegar na final de algum título. E assim foi feito, os caras estão na final da Sul-americana”, concluiu. O treinador classificou o episódio como o pior da carreira e se emocionou ao falar dos atletas com quem teve melhor relacionamento. “Mas, mais do que isso a maneira com que os jogadores viviam, o profissionalismo, está tudo interrompido, por um voo, uma perna de voo. Josimar foi atleta de nossa base, Felipe Machado nós trouxemos. Caramelo quando a gente estava no Mogi, no juvenil, já treinava com a gente. E assim vai, tantos ali que estavam envolvidos, Sergio Manoel, que nós trouxemos, Ananias, Kempes, a primeira oportunidade do Kempes nós que demos. Thiego, Neto, Danilo, era um todo sem exceção.”
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