Nesta quarta-feira (29/11), o professor Mazinho, mais conhecido como o homem do chapéu, falou ao Portal Tribuna do Recôncavo o porquê que ele não concorda com as ocupações realizadas por alunos nas instituições de ensino.
“A questão não é nem ser contra, eu acho sim que tem que ter a manifestação, mas devemos nos atualizar e passar a criar meios para chamar a atenção das autoridades sem precisar prejudicar o outro, a manifestação perde sua legitimidade quando ela prejudica o próximo”.
O mesmo também acredita que com as instituições ocupadas está se perdendo a oportunidade dos professores ajudarem os alunos a abrirem suas mentes: “Vim de escola pública, sou produto da escola pública, eu acho que a escola nesse momento está perdendo uma grande oportunidade, ao invés de estar funcionando e dando notícias para os alunos, divulgando as informações e trabalhando com esses conteúdos para explicar o que está se passando pelo país ela está perdendo esse trem do conhecimento”.
O professor citou o Ocupa Rômulo como exemplo: “Se formos observar, o Rômulo é uma escola que está dentro da linha das pessoas que não tem um poder aquisitivo tão alto, ali é a forma de educação e transformação, aí você ver alguns querendo o direito a ela e sendo impedidos de ter acesso a educação”. Mazinho ainda falou sobre a votação da assembleia da ocupação: “Pelo que eu vi, são milhares de alunos, aí me vem com uma votação de menos de duzentas pessoas, gente, isso não representa a maioria, não representa nem a metade, eu quero saber até que ponto isso é legitimo”.
O Homem do Chapéu continuou: “Ali deveria haver um bom senso, antes de partir pra questão de justiça, acho que está faltando um envolvimento maior daqueles que trabalham com a educação para que haja uma intermediação com os alunos, pra ver até onde pode ir o bom senso”.
- O Professor também falou sobre sua opinião a respeito da PEC 55: “Sou radicalmente contra a PEC, mas precisamos ser mais inteligentes, procurar outras maneiras de chamar atenção, gente, vamos ocupar a Câmara Municipal, ocupar o Congresso Nacional em Brasília, vamos ocupar a Prefeitura, mas a escola? O que que ela fez? Se ocupar a escola vai resolver alguma coisa? vamos fechar todas. É necessário para nós cidadãos procurarmos uma melhor saída”, finalizou. (Tribuna do Recôncavo)

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