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Polícia investiga morte de pescador em obra de viaduto na Gamboa de Cima

A 1ª Delegacia (Barris) já iniciou as investigações para apurar as circunstâncias da morte do pescador aposentado Cláudio de Oliveira Santos, 54 anos, ocorrida na tarde desta terça-feira (27), na Rua Gamboa de Cima. A vítima passava por baixo do viaduto, ao lado do Forte de São Pedro e que dá acesso à Avenida Contorno, quando foi atingido por um pedaço de concreto da estrutura.
Advogados de uma associação do bairro da Gamboa informaram ao titular da 1ª Delegacia, delegado Paulo Roberto Guimarães, que nesta quarta levarão três pessoas que estavam juntas com Cláudio na hora do ocorrido.
“Solicitamos as perícias no local do crime e começamos a colher os primeiros depoimentos. As informações passadas pelas testemunhas e os laudos explicarão melhor como tudo ocorreu. É prematuro afirmar qualquer tipo de versão”, explicou Guimarães.
Área isolada para obrasSegundo a Secretaria Municipal de Manutenção (Seman), responsável pela obra, a área estava interditada e a intervenção já estava em fase final quando uma pedra soltou do viaduto e atingiu Cláudio na cabeça. Ainda conforme a pasta da prefeitura, o aposentado acessou o local, que estava isolado, e sofreu o acidente fatal.
Sobrinho da vítima, o pedreiro Carlos de Jesus Santos, 32, informou que Cláudio era morador da Gamboa de Baixo e passava pelo local com outros dois vizinhos, quando o acidente aconteceu. "Ele estava passando, como todos os moradores, pelo local, quando isso aconteceu. Na hora, não estava interditada nem para carros, nem para pedestres", disse ele ao CORREIO.
O secretário Marcílio Bastos, da Seman, rebateu a versão de que a área não estava isolada e explicou o que estava sendo feito no local. "Para a recuperação do guarda-corpo, fizemos toda a sinalização de segurança, incluindo o isolamento de uma faixa de trânsito para evitar que pedestres passassem pelo local", comentou. Ele também lamentou a morte. "Infelizmente, o cidadão desrespeitou a sinalização justamente quando a pedra se soltou do viaduto. Lamentamos o ocorrido", disse o titular da Seman, em nota divulgada pela prefeitura.
Intervenção
A Seman havia identificado que o viaduto estava comprometido, inclusive com soltura de material após um caminhão bater na estrutura, e solicitou interdição completa da via para executar as obras de manutenção. Com isso, a orientação para os motoristas foi evitar a região, tendo como opções o Campo Grande e a Avenida Sete. Além disso, 80% da passagem dos pedestres havia sido bloqueada para o serviço.
Ainda conforme a Seman, a obra contempla a implantação de um limitador de altura – uma espécie de pórtico – para sinalizar e prevenir que motoristas de caminhões colidam contra o viaduto.(Correio)

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