A Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu uma reclamação disciplinar para apurar a conduta do procurador de Justiça Rômulo Paiva Filho, do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), por publicações que incitam o ódio no Facebook. O procurador chegou a publicar uma mensagem pedindo a morte da ex-primeira-dama do Brasil, Marisa Leítica para abrir logo o “champagne”. A morte de Marisa foi confirmada na sexta-feira (3) pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo,em decorrência de complicações causadas por um acidente vascular cerebral. Paiva, em agosto, sugeriu atear gasolina em Dilma Rousseff e fazê-la de tocha humana para acender a pira olímpica. Com a repercussão de seus posts, Paiva Filho apagou sua conta na rede social. Segundo a Corregedoria Nacional do Ministério Público, as publicações podem caracterizar violação ao dever de manter ilibada conduta pública e particular, e ao de zelar pela dignidade de suas funções. Esses deveres estão dispostos no artigo 110, incisos II e III, da Lei Orgânica do MP-MG. Como determina o artigo 76 do Regimento Interno do Conselho Nacional do Ministério Público, o procurador de Justiça será notificado para, no prazo de dez dias, prestar as informações que entender cabíveis.
A notocia
As publicações nas redes sociais do procurador de Justiça Rômulo Paiva Filho, membro do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), tem causado revolta aos internautas. Nos últimos dias, com as notícias sobre o quadro de saúde da ex-primeira-dama do Brasil, Marisa Letícia, o procurador publicou no Facebook uma matéria com a legenda: “Morre logo, peste! Quero abrir logo o meu champagne!”. Na última terça-feira (31), o procurador fez outra publicação polêmica, compartilhando outra notícia sobre a saúde de Marisa. “Não foi ela quem mandou os coxinhas enfiarem a panela no c*? Morra em agonia, desgraçada!". Em agosto de 2016, na abertura dos jogos olímpicos, Rômulo faz outra publicação que incita o ódio: “Quem vai acender a pira olímpica? Eu sugiro dar um banho de gasolina na Dilma, tacar fogo com a tocha e mandar ela correr em direção à pira. Que tal?”. Nas eleições de 2014, em seu perfil no Facebook, o procurador fez campanha para o então candidato, Aécio Neves.

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