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‘Ele não trabalha armado’, diz chef sobre funcionário que matou jovem no Cabula

O CORREIO conversou nesta sexta-feira (28) com o dono do restaurante Paraíso Tropical, chef Beto Pimentel, sobre a acusação de que um dos funcionários dele teria matado o adolescenteGuilherme dos Santos Pereira da Silva, 17 anos, no dia 17 de abril, dentro do estabelecimento. Nesta sexta, a polícia confirmou que o segurança Fabilson Nascimento Silva, o Barriga, 31, atirou e ocultou o cadáver por dois dias.
Beto admite que o homem que baleou Guilherme é funcionário do restaurante, mas nega que ele trabalhe como segurança. O chef contou que soube os detalhes sobre o assassinato de Guilherme um dia após o crime e que tentou convencer o Barriga a se entregar. Ele disse não saber onde o suspeito está. Confira a entrevista:
A polícia confirmou, nesta sexta-feira, que foi o segurança do Paraíso Tropical quem atirou no adolescente, mas o senhor disse no dia do crime que não havia segurança de plantão. O que tem a dizer sobre o assunto?
Não foi o segurança quem atirou no rapaz, foi um funcionário que cuida dos animais e faz serviços gerais. Como eu disse, o segurança se chama Rios e não estava trabalhando no dia do crime. Barriga cuida do galinheiro, trabalhava com marcenaria e, como é gesseiro, também faz algumas peças que eu peço. Ele não é segurança.
É comum que os funcionários andem armados?
Ele não trabalha armado, na verdade, a arma não é dele. O que aconteceu foi que uma semana antes de tudo acontecer eu contratei um rapaz para fazer uns serviços no telhado do restaurante. Ele demorou para concluir a obra e apareceu uns dias depois com uma espingarda velha. Barriga ficou de consertar a arma. Na segunda-feira, quando viu uns homens tentando arrombar o portão do restaurante ele pegou a arma e atirou. Ele disse que foi aleatoriamente, mas acabou acertando e matando um dos homens.
O corpo de Guilherme ficou desaparecido por dois dias (Foto:  Evandro Veiga/ Arquivo CORREIO)
A família de Guilherme disse que ele estava no pomar, comendo frutas, quando foi baleado. Não é verdade?
Ninguém vai pegar frutas a noite e estamos em abril, quase não tem mais frutas nessa época. Além disso, o pomar é aberto, não teria nenhum problema eles entrarem naquela área. O que aconteceu foi que alguns dos meus animais foram roubados algumas vezes e Barriga colocou arame farpado nos muros, por isso, não pularam o muro. Eles estavam tentando arrombar o portão para entrar na área do restaurante.
Se o senhor já sabia de toda a história desde a terça-feira, por que não contou o que sabia? 
Eu estava tentando convencer Barriga a se entregar. Eu liguei para ele na terça-feira porque ele não apareceu para trabalhar e ele contou o que fez. Disse para ele que contrataria um advogado, mas ele não quis se entregar porque tinha medo de ser morto por bandidos na prisão.
Barriga pode ter fugido para o estado de Pernambuco (Foto: Divulgação/ SSP)
O senhor conhece Barriga há quanto tempo? 
Ele trabalhou para mim por cerca de seis meses, como faz tudo. É um bom profissional, trabalha bem, mas é meio grosso, por isso, mandei ele embora. Há três meses ele me procurou pedindo emprego. Eu o contratei novamente, mas não sabia os detalhes da vida dele. Soube agora que ele já tem passagem por envolvimento em brigas, deve ser por isso que ele relutou em se entregar.
A polícia está procurando dele. O senhor sabe onde ele pode estar?
Ele tem parentes em Pernambuco, mas não sei se ele foi para lá. Eu só consegui falar com ele um dia depois de tudo, na terça-feira. Depois disso, ele não me atendeu mais. 
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Barriga pode ajudar os investigadores através do Dique Denúncia: (71) 3235-000, para Salvador e Região Metropolitana, ou 181, para o interior do estado. O sigilo é garantido. (Correio)

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