Uma grande fila se formou, neste domingo (2), em postos de saúde e outros locais de vacinação contra a febre amarela em Salvador. A imunização da população foi reforçada após o registro de mortes de macacos na cidade por conta da doença. Para atender a demanda, foi montado um esquema especial de atendimento. São 26 postos, no total. Quinze deles foram abertos no sábado (1º) e 11 funcionam neste domingo (2). Para receber a vacina, cerca de 300 pessoas formaram uma grande fila, neste domingo, no Colégio Militar do Exército, localizado no bairro da Pituba, mesmo debaixo de chuva. Em outro ponto da cidade, no Multicentro Amaralina, a população também fez fila. As unidades que disponibilizam as vacinas funcionarão das 8h às 17h e estão distribuídas pela região do subúrbio ferroviário, Barra/Rio Vermelho e Brotas, locais onde foram confirmados os primeiros casos da doença em macacos. A população também pode procurar pela vacina nos 26 postos durante a semana. A imunização começou a ser reforçada na quinta-feira (30). A procura pela vacina em vários postos da cidade foi grande. Segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), 400 mil doses extras da vacina foram liberadas para a capital baiana. O objetivo do reforço é imunizar os cidadãos que não possuem duas doses registradas no cartão de vacinação. Antes da descoberta da febre amarela em animais na capital baiana, as vacinas eram disponibilizadas apenas para crianças e viajantes. Agora, jovens e adultos com até 60 anos poderão se vacinar sem restrições. A Secretaria da Saúde de Salvador destaca que quem já foi vacinado nos últimos 10 anos está imunizado e não precisa ser imunizado, pois está fora do grupo de risco. Em situações de emergência, a vacina pode ser administrada já a partir dos 6 meses. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias para garantir a imunização já após a primeira aplicação. Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos, acima de 60 anos, só podem se vacinar com apresentação de laudo médico que ateste que não há riscos com a imunização. Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.
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