Dois dias depois da morte de Marcelo Batista dos Santos, o Marreno, 30 anos, apontado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) como o número 1 na organização criminosa Bonde do Maluco (BDM), bairros de Salvador e cidades da Região Metropolitana e do interior do estado ainda estão sendo afetados. Há informações de que o fundador do BDM, Zé de Lessa, está foragido no Paraguai. Nesta sexta-feira (11), o comércio foi fechado e as pessoas estão com medo de sair de casa. A insegurança obrigou a SSP a reforçar o policiamento nessas regiões.
De acordo com a SSP, 600 policiais que estavam de folga foram chamados para reforçar a segurança nas regiões dominadas pela facção. "Estamos com todas as nossas tropas especializadas aptas a atender a população a qualquer hora do dia ou da noite, o tempo que for necessário, para dizer a população que a polícia está presente e a Secretaria de Segurança Pública está presente", afirmou o secretário Maurício Barbosa, titular da pasta.
Em Salvador, comerciantes da Avenida Jorge Amado, que liga a Paralela à Orla passando no bairro da Boca do Rio, tiveram que fechar as portas. A facção atua nessa região. Homens armados abordaram os trabalhadores e ordenaram que o comércio encerrasse o expediente, ainda pela manhã. Por volta das 16h, a reportagem do CORREIO esteve na Av. Jorge Amado e os comércios da região permaneciam fechados. São Cristóvão foi outro bairro que teve a rotina alterada por conta da morte de Marcelo.
As cidades de Catu e Alagoinhas, no Nordeste do estado, onde a facção também atua, terão reforço nos próximos dias. Ainda de acordo com Barbosa, nessas cidades surgiram boatos do suposto toque de recolher e pichações da facção, o que motivou o reforço do policiamento.
"Estamos reforçando o policiamento também na Região Metropolitana exatamente para mostrar que o estado está presente", disse o secretário. O corpo de Marreno foi sepultado na manhã desta sexta, no cemitério do Bosque da Paz, no bairro de Nova Brasília, em Salvador.(Correio)
