A Bahia vai fazer parte do desenvolvimento de robôs para cirurgias minimamente invasivas, ajudando a reduzir para apenas 5% os riscos de problemas como a incontinência urinária e a impotência, nos casos de remoções de próstatas, por exemplo. A informação foi apresentada pelo pesquisador chefe do Instituto de Tecnologia da Saúde, Roberto Badaró, a médicos, arquitetos, engenheiros e investidores reunidos em Salvador, nesta terça-feira (8/8), durante o 32º Fórum [B]+, que discutiu inovações e perspectivas para o mercado de saúde, no salão de eventos do Civil Towers. O Brasil já é o quinto país do mundo em consumo de medicamentos (era o décimo em 2009) e possui um déficit de US$ 17 bilhões na balança comercial no setor de saúde (a diferença entre exportações e importações). Segundo o pesquisador baiano, em 20 anos um terço da população mundial (que será de 9 bilhões de pessoas) terá mais de 70 anos de idade. No Brasil, 31,8 milhões terão mais que 70 anos em 2025. Na América Latina, o maior desafio será o financiamento da saúde. Para reverter o déficit no setor, disse Badaró, será preciso produzir internamente os medicamentos e insumos e se preparar para a medicina do futuro, em que a tecnologia estará presente tanto nos consultórios, clínicas e hospitais quanto junto aos pacientes.
Fronteira da inovação: No Brasil, a fronteira da inovação tecnológica está sendo expandida pelo Instituto de Tecnologia da Saúde (ITS) do SENAI CIMATEC, em Salvador, que tem como objetivo apoiar o complexo industrial e econômico da saúde no desenvolvimento de drogas, medicamentos, equipamentos e materiais estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). O ITS desenvolve tecnologia de ponta nos Setores de saúde, química e biotecnologia, tendo como parceiros instituições como o MIT-Massachusetts Institute of Technology e as universidades Harvard e de San Diego, na Califórnia, Estados Unidos. Um dos projetos do ITS é o desenvolvimento de pele humana artificial e um laboratório de simulação de cirurgias. Outro é a análise de medicamentos genéricos. De acordo com o pesquisador Roberto Badaró, a medicina dos próximos 20 anos terá como destaques os sensores eletrônicos implantados no corpo do paciente, órgãos e tecidos artificiais, máquinas portáteis de dálise, prontuários eletrônicos, além de robôs cuidadores que ajudarão na recuperação e acompanhamento de idosos. No 32º Fórum [B]+ o vice-presidente da Civil Construtora, Rafael Valente, falou sobre as tecnologias desenvolvidas pela empresa no planejamento e construção de unidades de saúde, e o superintendente do Banco do Nordeste, Antônio Jorge Pontes Guimara~es Júnior, detalhou as linhas de financiamento à disposição do setor.
