O suspeito foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) à Justiça, no dia 15 de janeiro, por conta do crime contra a jovem de 18 anos. Conforme o órgão, a Promotoria de Justiça de Jacobina requereu, ainda, a manutenção da prisão preventiva de Marcus Machado durante o trâmite processual. O MP pediu também o decreto do sigilo do processo para preservação da intimidade da vÃtima. A justiça manteve a prisão de Marcus após audiência de custódia realizada na tarde do dia 8 de janeiro. O juiz também decidiu converter a prisão em flagrante do suspeito em prisão preventiva, quando não há prazo para expirar. "Eu só queria que isso tudo fosse um pesadelo, que tudo isso acabasse". Este foi o relato da jovem de 18 anos, vÃtima do estupro na madrugada do dia 31 de dezembro de 2017. A vÃtima, que preferiu não se identificar, disse que tinha ido ao banheiro da boate e, quando voltou, não encontrou os amigos. "Eu vi que meus amigos tinham falado com o Marcus, então ele era um conhecido e poderia me ajudar a encontrá-los. E aà eu fui com ele porque, para mim, Marcus não parecia alguém que fosse me machucar", contou a jovem. "E quando chegou num beco escuro, que eu acreditava que fosse uma saÃda, ele me empurrou na parede, ele segurou os meus braços e eu só conseguia ficar em choque. Eu só queria que aquilo tudo acabasse", destacou. Marcus Machado negou à polÃcia que tenha estuprado a jovem e afirma que a relação sexual foi consensual. Na clÃnica particular onde foi atendida e examinada, em Senhor do Bonfim, a médica atestou que a jovem chegou à unidade com "rompimento himenal muito forte, com hematomas e fissuras rasas e profundas". A direção da boate onde o crime ocorreu publicou nota em redes sociais informando que iria colaborar com as investigações da polÃcia. O MP-BA informou, à época, que as apurações realizadas pela PolÃcia Civil e complementadas pelo órgão identificaram provas e indÃcios suficientes de autoria e materialidade delitivas. (G1)

