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CCJ do Senado aprova texto-base da proposta de reforma da PrevidĂȘncia

A CCJ (ComissĂŁo de Constituição e Justiça) do Senado aprovou, por 17 votos a 9, o texto-base da proposta de reforma da PrevidĂȘncia. Mas ainda Ă© necessĂĄrio analisar os chamados destaques, pedidos para votação em separado de trechos especĂ­ficos do projeto. SĂł depois desta fase Ă© que a reforma poderĂĄ seguir ao plenĂĄrio do Senado.

Depois disso, da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da restruturação nas regras de aposentadoria segue para votação no plenårio do Senado, o que deve acontecer ainda nesta terça-feira (1). O líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), espera que a votação no plenårio comece por volta das 16h e se encerre na madrugada, mas isso depende de acordo com líderes, o que ainda não foi firmado.

Para aprovar a PEC, o relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), fez concessĂ”es ao analisar o projeto. Considerando apenas a proposta em votação nesta terça, jĂĄ aprovada pelos deputados, a economia Ă© de R$ 876,7 bilhĂ”es em dez anos para a UniĂŁo. A reforma da PrevidĂȘncia saiu da CĂąmara com uma projeção de economia de R$ 933,5 bilhĂ”es em uma dĂ©cada.

O ministro Paulo Guedes (Economia) defendia um impacto fiscal de aproximadamente R$ 1 trilhĂŁo em dez anos. Para evitar atraso na anĂĄlise das novas regras de aposentadorias, Jereissati incluiu as alteraçÔes defendidas por senadores numa proposta paralela, que dependerĂĄ de aval dos deputados para entrar em vigor. Chamada de PEC paralela, a complementação da reforma da PrevidĂȘncia prevĂȘ a inclusĂŁo de estados e municĂ­pios na reforma, medidas de aumento de arrecadação, e alteraçÔes em pontos do projeto original do governo, como aposentadoria por invalidez.

Ao todo, essa proposta paralela representaria mais R$ 92 bilhÔes em dez anos para a União. Para estados e municípios, é esperado um corte de gastos de R$ 350 bilhÔes em uma década com o endurecimento das regras de aposentadorias para servidores. Isso foi mantido na nova versão do parecer do tucano. Mas, para que a reforma tenha efeito para esses entes da federação, é necessårio o aval das assembleias. Ou seja, governadores e prefeitos também precisarão ter o desgaste político de aprovar medidas impopulares.

Apesar de crĂ­ticas Ă  PEC paralela, Jereissati Ă© otimista em relação ao avanço dessa parte do projeto de mudanças nas regras de aposentadorias. Ao defender a restruturação da PrevidĂȘncia, o tucano disse que, se o rombo nas contas for mantido, nĂŁo haverĂĄ investimento pĂșblico nos prĂłximos anos. Ele, porĂ©m, lembra que a reforma previdenciĂĄria Ă© apenas parte das reformas necessĂĄrias.

"É o inĂ­cio de uma caminhada de uma sĂ©rie de medidas que tĂȘm que ser tomadas para retomarmos o crescimento e retomarmos o emprego nesse paĂ­s".


Bahia NotĂ­cias