Segundo informações do G1, antes disso, ele já recebia cuidados intensivos por conta de um quadro avançado de Alzheimer e, no último sábado (21), foi diagnosticado com Covid-19. A família disse que o quadro de saúde ele era "clinicamente irreversível" - Alves Filho estava sedado e com as funções renais paralisadas, respirando com ajuda de aparelhos.
De acordo com a publicação, o corpo dele será cremado no Cemitério Jardim Metropolitano, em Valparaíso de Goiás. O político deixa a esposa, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), que esteve com ele quando recebeu os primeiros socorros após a parada cardíaca, três filhos e quatro netos.
ENGENHARIA E POLÍTICA
Nascido em 3 de julho de 1941, em Aracaju, João Alves Filho se formou engenheiro civil pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). O G1 SE conta que ele chegou a trabalhar com o pai em uma construtora da família, mas entrou para a política ainda na faculdade, quando foi membro da Juventude Universitária Católica (JUC).
Entre 1975 e 1979, foi prefeito biônico da capital Aracaju, apoiando a ditadura militar, e posteriormente assumiu outros cargos públicos. Foi ministro do Interior do Brasil, de 1987 a 1990, e governou Sergipe por três mandatos (1983-1986; 1991-1994; 2003-2006). Em 2013, voltou a governar a cidade, concluindo o mandato em 2016.
A publicação aponta ainda que a formação como engenheiro foi o que contribuiu para que ele conduzisse obras relevantes no estado. Por exemplo, foi em um de seus governos que construiu a Orla de Atalaia, ponto turístico de Aracaju, e a ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros.
Além disso, Alves Filho ainda se dedicou a escrever livros, a maioria sobre causas ambientais. Com isso, em 1993, ele se tornou membro da Academia Sergipana.

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