“Antonio Carlos Magalhães projetou o seu nome para a Bahia e para o Brasil após concluir um mandato revolucionário à frente da Prefeitura de Salvador. Uma prova de que governar a nossa cidade é tão desafiador que, quando o trabalho é bem sucedido, serve de régua e compasso para voos mais altos. Digo isso porque pretendo seguir os passos do meu avô”, destacou Neto, reforçando as apostas de que disputará o governo da Bahia.
“Me sinto plenamente apto para isso. Fui deputado federal por dez anos, prefeito da terceira maior cidade do Brasil por oito e há dois sou presidente do DEM, um dos principais partidos do país. Nessa trajetória, adquiri a experiência e a projeção que, sem falsa modéstia, tornaram o meu nome nacionalmente conhecido”, cacifou-se.
“O grande Martin Luther King disse que o que mais lhe assustava não eram as ações e os gritos das pessoas más e sim a indiferença e o silêncio das pessoas boas. É isso o que também mais me preocupa nesse momento. E eu não vou ficar indiferente nem calado. Vou remar contra a maré que está separando os brasileiros em grupos antagônicos e intolerantes uns com os outros”, disse, colocando-se como liderança capaz de conduzir este debate nacionalmente.
Também presidente nacional do DEM, Neto, entretanto, é praticante do discurso antipetista, atualmente uma das principais forças de polarização da política brasileira, e apoiador de pautas do governo Bolsonaro, que tem um discurso belicoso e combativo contra opositores.
“Fizemos muito para recuperar o tempo perdido [no turismo]. Em janeiro, inauguramos o maior Centro de Convenções já construído por um município brasileiro, preenchendo uma lacuna que, segundo o nosso trade turístico, causava um prejuízo anual de 500 milhões de reais à nossa economia. Fizemos mais: revitalizamos praças, fortes, avenidas e espaços culturais no Centro Histórico e no Centro Antigo. Transformamos a residência de Jorge Amado e Zélia Gattai no Memorial Casa do Rio Vermelho e, para fomentar o turismo religioso, criamos o Caminho da Fé ao longo de uma Avenida Dendezeiros totalmente requalificada”, enumerou ao falar sobre turismo.
No combate à pandemia, afirmou que a cidade foi uma das primeiras a adotar protocolos próprios contra os efeitos da Covid-19. Lembrou da construção de dois hospitais de campanha para pacientes com a doença, contratação de profissionais para atuar nas unidades e na compra de testes para detectar o vírus na população.
“Felizmente, nosso trabalho não partiu do zero. Já tínhamos ampliado a cobertura da atenção básica de 19 para mais de 57% da população e construído 9 UPAs e o primeiro Hospital Municipal da história de Salvador. Mas, claro, era preciso fazer muito mais. E nós fizemos.”
O discurso ainda guardou uma menção ao governador Rui Costa (PT), seu principal adversário político, contra quem protagonizou diversos embates públicos nos últimos anos, mas a quem se juntou em 2020 para unificar as ações contra a pandemia.
“Nessa luta pela vida, fiz até o que era considerado impensável: procurei o governador Rui Costa para propor uma ação conjunta entre município e estado. Deixamos as nossas diferenças de lado, pelo menos temporariamente, e adotamos várias medidas de forma consensual. Mostramos maturidade política e provamos que as diferenças de qualquer espécie, por mais profundas que sejam, não podem se sobrepor à defesa da vida.”

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