Segundo o MPF, a nova denúncia aponta a suspeita de que os investigados tenham recebido R$ 950 mil em vantagens indevidas no esquema de venda de sentenças, que incluiu decisões da desembargadora Lígia Cunha em quatro processos, e em três deles, a magistrada, que está presa preventivamente desde o dia 14 de dezembro, era a relatora.
Na denúncia, a subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, detalhou a participação de cada um dos supostos integrantes do esquema com base em provas obtidas durante as investigações preliminares. Parte das provas tiveram como base documentos e informações entregues pelo advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira, que fechou acordo de delação premiada com o MPF.
Ainda segundo a denúncia, o delator detalhou aos investigadores como funcionava o esquema, que segundo ele, começou em agosto de 2015, com a promoção de Lígia Ramos para o cargo de desembargadora do TJ-BA. O grupo persistiu com a atuação criminosa até dezembro de 2020, mesmo com o avanço das fases da Operação Faroeste.
Fonte: Bahia.Ba

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