Nesta terça, a gestão vai vacinar idosos com idade a partir dos 83 anos, enquanto profissionais de saúde e idosos em instituições de longa permanência começarão a receber a segunda dose do imunizante.
Segundo Leo Prates, só foi possível aplicar a primeira dose nos idosos com 83 anos porque o governo do estado disponibilizou uma reserva técnica com mais vacinas.
“Nós só estamos vacinando 83 ou mais graças a uma reserva técnica que o estado disponibilizou, de 8 mil doses, para a cidade. Caso não houvesse isso, as doses teriam acabado na semana passada. Devemos acabar as doses hoje. Devemos suspender a vacinação ainda no dia de hoje”, afirmou o secretário, que lamentou que a cidade tem passado “muita dificuldade” para vacinar a população.
Ainda segundo Leo, a prefeitura tentou comprar vacinas junto aos fabricantes, mas foi proibido pelo governo federal, a quem cabe adquirir e distribuir doses a estados e municípios. O secretário criticou o que chamou de falta de planejamento do Ministério da Saúde na estratégia de imunização.
“A gente tá com toda estrutura, tudo o que dependia do governo do estado e da prefeitura, estão prontos para [vacinar] o cidadão. Agora a parte do governo federal, que são as doses, ele não está autorizando estados e municípios a comprarem nem também está fornecendo. Nós vamos ser a primeira capital a terminar as doses, o Rio de Janeiro vai terminar as doses. Então, é um cenário bem complexo e difícil. Eu acho que se planejou mal a vacina”, lamentou.
“Vamos começar, provavelmente em abril, a vacinação anual da influenza. Há um intervalo para tomar a vacinação da influenza em relação à coronavac. Se você tomou coronavac, tem que esperar 14 dias para tomar a influenza, e vice-versa. Isso seria bem complexo. Qual a sugestão que demos ao Ministério da Saúde? Antecipar a campanha de vacinação da influenza no sentido inverso. Como assim? Começar a influenza por 70 a 74 anos, e ela caminharia no sentido inverso da coronavac”, explicou.
“A coronavac tá vacinando 75 e trabalhadores da saúde. Se a gente começasse em março, daria pra fazer inversão sem se preocupar com prazo. Temos que controlar prazo da Oxford, que é diferente da coronavac, controlar a vacina que o cidadão tomou para não ter erro. Controlar essa situação da influenza com a vacinação do coronavírus é uma situação extremamente complexo e que o governo federal não se mobiliza para tomar uma atitude”, alertou.

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