Por este motivo, a prefeitura e a Secretaria do Meio Ambiente reuniu o Promotor Julimar Barreto, a veterinária Ilana Pinheiro além de vereadores envolvidos com o tema em uma coletiva.
Órgãos ambientais como a vigilância sanitária, reforça a importância em debater o assunto, que se tornou um problema de saúde pública. Além de informar a população sobre os problemas causados pelos animais, a prefeitura revelou que medidas serão postas em prática para a contenção do desenvolvimento das aves.
“É uma situação complexa, inclusive tive a informação que nós poderíamos evitarmos dar ração com anticoncepcional porque não vai gerar novos filhotes, vou checar cientificamente essa informação. Vamos analisar com o Meio Ambiente”, ponderou o prefeito Genival Deolino.
Para o promotor Julimar Barreto, a melhor estratégia para manter as aves longe é não alimentando-as nem deixando área para brigo. Conforme o promotor a prefeitura irá instalar um aparelho de emissão de ondas sonoras para inibir a presença dos animais. A exterminação das aves não é recomendada.
“Os pombos podem ser transmissores de várias doenças. Eles carregam microrganismos que são prejudiciais até para outros animais, como piolhos. As pessoas devem estar cientes destas causas”, ressalta.
Já a veterinária Ilana Pinheiro pontuou as principais doenças transmitidas pelos pombos aos humanos que são a criptococose e a salmonelose.
No primeiro caso, a pessoa contrai a doença ao entrar em contato com um fungo presente nas fezes da ave. Ela atinge principalmente o sistema respiratório, causando inflamações, que podem levar à meningite.
Já salmonelose é contraída por meio do sistema respiratório, quando o humano entra em contato com a bactéria da salmonela, presente no pombo.
Como precaução Ilana Pinheiro salienta que para não ter contato com este pó, o bom mesmo é usar água sanitária para fazer a limpeza de lugares sujos por pombos, além de evitar contato direto com eles fazendo o uso de EPIs.
Para conter o avanço dos animais, principalmente em área residencial, a veterinária orienta o uso de redes de nylon e cercas elétricas, no entanto, reforça que a medida não é para matar ou causar algum tipo de dano a espécie e sim afastá-las do local.
“Um método eficiente para conter o avanço é um mecanismo repelente que emite ondas sonoras, que somente os animais ouvirão e se manterão distantes por conta do incomodo. É uma experiência nova que iremos acompanhar a evolução”, garantiu.

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