Após ser presa, a mulher foi levada para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na mesma região — local onde o estupro aconteceu. Em depoimento, ela contou que o agente a levou para o banheiro na entrada do presídio e a obrigou a realizar “atos de natureza sexual”.
Para convencê-la, o agente teria dito que adiantaria a audiência de custódia. Uma agente penitenciária estava de plantão e avisou a direção da unidade ao saber do que aconteceu. O caso foi encaminhado para a 21ª DP (Bonsucesso).
Barbosa passou por uma audiência de custódia e está preso na Cadeia Pública Constantino Cokotós. De acordo com a Polícia Civil, possíveis provas foram recolhidas e serão analisadas, como material genético na roupa da jovem. O UOL não localizou a defesa do agente.
A vítima passou pela audiência de custódia. Ontem, por volta das 19h, saiu o alvará de soltura e a jovem ganhou liberdade provisória acautelada. De acordo com a decisão do juiz Álex Quaresma Ravache, ela não poderá deixar a cidade sem autorização judicial e terá de comprovar mensalmente que mora na cidade.
Após o ocorrido, o secretário da Seap, Fernando Veloso, determinou a criação de um grupo de trabalho para identificar “fragilidades no acautelamento das internadas na unidade”.
De acordo com nota da secretaria, participam do grupo “membros da Coordenação de unidades Prisionais Femininas e Cidadania LGBTQI+, Corregedoria, Ouvidoria, Subsecretaria de Gestão Operacional e Subsecretaria de Tratamento Penitenciário”.
Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, está disponível 24h. O Ligue 180 também recebe denúncias, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
Reportagem UOL
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