| Homem que confessou ter matado nove pessoas na BA é condenado a 26 anos de reclusão por mortes de casal de irmãos — Foto: Divulgação/Polícia Civil |
Segundo informações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) nesta quarta-feira (20), Bruno Dória de Jesus, de 30 anos, foi julgado na terça-feira (19), pelo Tribunal do Júri, na capital baiana. Foram consideradas as circunstâncias do crime como motivo fútil e uso de meios que impossibilitaram a defesa das vítimas.
A denúncia da promotora de Justiça Isabel Adelaide de Andrade Moura também pedia a condenação de Bruno Sarmento Lima, que morreu antes do julgamento.
De acordo com o MP, a dupla não encontrou os alvos do crime e decidiu atirar nos irmãos. Jéssica Maria era namorada de um dos homens que a dupla procurava no dia do crime.
A denúncia afirmou ainda que as vítimas foram surpreendidas na casa, sem oportunidade de se defender.
Segundo informações da Polícia Civil, antes Bruno estava em liberdade provisória, concedida pela Justiça no dia 17 de dezembro de 2015.
Na oportunidade, o condenado tinha mandado de prisão em aberto pelo duplo homicídio dos irmãos Maurício e João Ricardo Pereira Moreira, ex-comparsas dele, ocorrido em 26 de dezembro de 2015, na Rua São Matheus, também na Mata Escura. O crime foi motivado por vingança.
Em depoimento à polícia, Bruno Dória disse ao delegado Marcelo Sansão, coordenador da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central), em dezembro de 2016, que Maurício e João Ricardo teriam assassinado o irmão dele, Tiago Dória de Jesus, que tinha 24 anos.
Adnilson dos Santos Ribeiro, autor dos disparos que mataram Tiago, também foi morto por Bruno Dória, em 23 de dezembro de 2015, também na Mata Escura.
Marcelo dos Anjos Santos, assassinado em janeiro de 2014, e os irmãos Jéssica Maria Santos e Elton Santos da Silva, em março, também foram vítimas de “Bruno Ranço”, que confessou ter matado, em 2012, na Mata Escura, dois homens identificados por André e Adson.
Bruno Dória afirmou também ter assassinado um homem em Praia do Forte, Litoral Norte, mas não se lembrava do nome da vítima e nem da data do crime. (G1)
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