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Idosa tenta provar ao INSS que está viva 17 anos após ser dada como morta

 


Uma idosa de 88 anos tenta provar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que está viva para conseguir reaver o pagamento da aposentadoria, em Itabuna.

Dona Maria Antônia foi dada como morta em 2005 – 17 anos atrás, e, desde 2020, teve o Benefício de Prestação Continuada (BPC) cortado por causa disso, mesmo tendo feito a prova de vida. A família quer uma solução para o problema e a retomada dos pagamentos, inclusive os retroativos.

Em entrevista dada à TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia no sul do estado, e reproduzida pelo g1 Bahia, a assistente de RH Viviane Alves, que é neta de dona Maria Antônia, conta que não entende a situação, já que mesmo considerada morta há 17 anos, a idosa recebeu o benefício até janeiro de 2020.

De acordo com a família, o pagamento só foi interrompido quando o INSS abriu uma investigação para apurar uma possível fraude, já que para o sistema da previdência Maria Antônia estaria morta e alguém estava recebia o benefício em nome dela.

No entanto, a idosa está viva e morava na zona rural da cidade de Itagibá, no sul da Bahia, até o ano passado, quando o filho e a neta dela, que moram em Itabuna, na mesma região do estado, resolveram buscá-la pra morar com eles. Depois, disso, a família descobriu que ela tinha tido o benefício suspenso.

“Já fomos ao INSS daqui (Itabuna), já fizemos no Cad Único dela, como eles pediram e quando chegamos lá eles me disseram que teríamos que ir à Ipiaú com ela na época, em fevereiro de 2021”, contou Viviane à TV Santa Cruz.

Segundo a neta de dona Maria Antônia, um técnico do INSS de Itabuna teria dito que ela não teria mais direito aos benefícios não pagos nos últimos dois anos enquanto o benefício estava suspenso.

Ainda segundo Viviane, não está sendo fácil encarar os obstáculos colocados pelo órgão.

“Explicamos a situação a eles, já apresentamos tudo, inclusive levamos também a documentação de lá dizendo que a gente tinha feito a prova de vida e que poderia dar prosseguimento aqui, mas, quando chegou aqui, eles simplesmente disseram que a gente tinha que aguardar”, afirmou a mulher.

Em nota, o INSS de Itabuna disse que o cancelamento do benefício de Maria Antonia aconteceu por causa de uma falha de registro de informações de óbito causada pela coincidência de dados cadastrais com a titular de outro benefício. Essa mulher sim morreu.

Ainda segundo o INSS, assim que foi identificada a necessidade da comprovação de vida, a idosa foi convocada a comparecer a uma agência da Previdência Social, mas isso não aconteceu no prazo estipulado e por isso o benefício foi cortado.

O INSS informou ainda que foi identificada uma prova de vida alguns meses depois da identificação e que tem tomado providências para a reativação do benefício e a regularização dos pagamentos nos próximos dias.

A família nega. Dizem que mesmo depois de ter feito tudo que o órgão pediu, como transferir o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) a partir do novo domicílio, ainda assim a idosa continua como morta.

Viviane está no último semestre do curso de psicologia e está acostumada a lidar com demandas burocráticas. Mesmo assim, ela diz que é difícil entender a resistência do INSS em reconhecer um possível erro e restaurar o direito da avó dela.

“Minha vó não tem condições nenhuma de ficar sem receber o benefício dela. Nós da família que ajudamos, mas assim, minha vó tem as necessidades de remédios dela, é um direito dela receber esse benefício”, desabafou a neta de dona Maria Antônia.

“Então está sendo uma situação constrangedora e a gente quer uma solução e uma resposta”, completou.

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