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| Foto: reprodução |
O depoimento durou cerca de duas horas, na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente (Dercca), em Salvador, onde Maqueila permanece custodiada. Ela respondeu todas as 40 perguntas feitas pelo delegado Rafael Magalhães.
“Ela deu nomes de algumas pessoas, lugares e circunstâncias. Apontou tudo com muita clareza, respondendo tudo. As respostas dela vão ajudar bastante a esclarecer alguns pontos importantes do inquérito“, declarou Silas Coelho, advogado da família de Leandro e, por isso, assistente de acusação do caso.
Perguntado se as respostas de Maqueila direciona a investigação para um homicídio ou suicídio, o advogado respondeu: “Isso não posso falar porque a investigação é sigilosa, mas o depoimento dela contribuiu bastante”. A reportagem procurou o delegado Rafael Magalhães, mas ele não foi localizado.
Durante o interrogatório, Magalhães, que está desde o início da investigação, tomou conhecimento na quinta que estaria fora do caso, o que não o agradou. No final da noite do mesmo dia, a Polícia Civil voltou atrás da decisão e manteve Magalhães à frente do inquérito que apura a morte de Leandro.
No depoimento, Maqueila forneceu a senha do celular que está com a perícia técnica de Sergipe. O aparelho foi apreendido no momento da prisão de Maqueila em Aracaju.
De acordo com informações da Polícia Militar, Leandro foi encontrado caído e com o ferimento provocado pelo tiro dentro da própria pousada. Eles isolaram o local e acionaram o Departamento de Polícia Técnica para remoção do corpo e realização da perícia.
Acostumado com os holofotes e a vida glamourosa que levava na cidade de Jaguaripe, na região do Recôncavo Baiano, Leandro foi preso em fevereiro do ano passado, ao lado da companheira Shirley da Silva Figueredo. O casal estava dentro da pousada quando foi surpreendido pela polícia e, na época, a defesa lutava pela soltura, alegando prescrição do crime. Eles foram sentenciados pelos crimes de roubo e extorsão mediante sequestro contra a uma mulher em Salvador. O crime foi cometido em 2001.
Leandro e Shirley viviam uma vida normal, apesar de terem sido condenados em segunda instância pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em 2010 a 14 e 9 anos de prisão, respectivamente, em regime fechado. Apesar disso, os dois estavam foragidos, mas viviam publicando fotos normalmente nas redes sociais.
Após a morte de Leandro, a pousada suspendeu todas as reservas feitas para o período de Carnaval, justificando apenas que houve um “gravíssimo acidente sofrido pelo proprietário”. Não há informações sobre como ficará a situação dos clientes.
Billy, funcionário de Leandro Silva Troesch, foi assassinado a tiros no mesmo dia em que prestaria depoimento sobre a morte do patrão. A vítima foi encontrada morta no dia 6 de março, no distrito de Camassandi, no mesmo município.
O delegado Rafael Magalhães detalhou que a vítima era amigo e considerado o “braço direito” do empresário Leandro Silva Troesch. Billy chegou a ser ouvido pela polícia após a morte de Leandro, mas seria ouvido mais uma vez no dia 6.
Fonte: Correios 24 horas

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