“Esperamos que seja realmente cumprido. Estamos lutando por justiça, sabemos que nĂŁo vai trazer a vida dele de volta, mas lutamos para nĂŁo acontecer com outras pessoas e que outras famĂlias nĂŁo passem por essa dor”, disse o sobrinho da vĂtima, Walisson de Jesus Santos, apĂłs ser informado sobre o resultado do relatĂłrio, de acordo com o G1.
O MPF confirmou o recebimento do relatório do inquérito e informou que tem, por previsão no Código de Processo Penal, 15 dias para análise e apresentação de denúncia (art. 46 do CPP).
Ainda de acordo com o MPF, um posicionamento sobre o caso e a divulgação de documentos só irão acontecer quando a ação criminal for ajuizada. A defesa dos policiais ainda não se manifestou sobre a conclusão do inquérito.
Genivaldo morreu, em maio deste ano, depois de ter sido trancado no porta-malas de uma viatura da PRF e submetido a inalação de gás lacrimogĂŞneo, na BR-101 no municĂpio de UmbaĂşba. A certidĂŁo de Ăłbito concedida pelo IML Ă famĂlia no dia seguinte Ă morte apontava asfixia e insuficiĂŞncia respiratĂłria.
Peritos do Instituto de CriminalĂstica de Sergipe concluĂram no inĂcio deste mĂŞs que Genivaldo Santos, de 38 anos, morreu em virtude de uma asfixia mecânica provocada por um componente quĂmico em sua corrente sanguĂnea. No entanto, nĂŁo ficou atestado qual a substância foi inalada durante a abordagem realizada por policiais rodoviários federais, em maio deste ano.
Durante o trabalho dos peritos, foram produzidos trĂŞs laudos que se complementam. O toxicolĂłgico, que indica quais substâncias estavam na corrente sanguĂnea da vĂtima e o cadavĂ©rico, realizado a partir da necropsia. AlĂ©m do anatomopatolĂłgico, onde amostras de tecidos, como do pulmĂŁo por exemplo, foram analisadas em laboratĂłrio, para avaliar as cĂ©lulas.
Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia foram citados pelo Fantástico, como sendo os responsáveis pela ação que resultou na morte do sergipano. Os agentes envolvidos diretamente na abordagem foram afastados das funções pela PRF, que afirmou que não compactua com as medidas adotadas pelos policiais durante a abordagem.
Os policiais já haviam admitido que usaram spray de pimenta e gás lacrimogĂŞneo dentro da viatura. Os trĂŞs agentes já prestaram depoimento Ă PolĂcia Federal, alĂ©m de outros dois agentes que assinaram o boletim de ocorrĂŞncia, mas nĂŁo participaram da ação. BN

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