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Disparo de mensagens pró-Bolsonaro e em defesa de invasão do Congresso e STF vira caso de polícia no Paraná

 


A Polícia Civil do Paraná abriu investigação para apurar o disparo de mensagens golpistas por meio do serviço de SMS do governo do próprio estado. O texto das mensagens defende invasão do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, caso o presidente Jair Bolsonaro perca as eleições no dia 2 de outubro.

“Vai dar Bolsonaro no primeiro turno! Se não, vamos à rua para protestar! Vamos invadir o Congresso e o STF! Presidente Bolsonaro conta com todos nós!!”, afirma a mensagem encaminhada a moradores do Paraná.

O número de envio é o mesmo utilizado pelo serviço de inteligência artificial do governo do Paraná para manter os moradores informados sobre serviços públicos, como pontuação da carteira de motorista, dados do Detran e também acesso a faturas de água e energia elétrica. Esse serviço, chamado de Paraná Inteligência Artificial, o PIA, é administrado pela Celepar, Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná.

O governador do Paraná é Carlos Roberto Massa Junior, o Ratinho Junior, apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Em nota encaminhada pela assessoria do governo, o estado confirma o disparo das mensagens, mas atribui o conteúdo à empresa terceirizada Algar Telecom, operadora do sistema. Também classifica o caso de grave e diz que “a Celepar e o Governo do Estado foram vítimas desse crime”.

“As mensagens de cunho político enviadas por SMS foram feitas a partir de uma empresa terceirizada, a Algar Telecom, sem qualquer iniciativa e envolvimento da Celepar e do Governo do Estado. Em nenhum momento a Celepar teve ciência, autorizou ou enviou qualquer tipo de mensagem”, afirma a nota divulgada neste sábado.

“O caso é grave e os responsáveis serão penalizados na forma da lei. Os órgãos policiais e eleitorais já foram acionados em todas as esferas e os boletins de ocorrência realizados para fins de investigação”, acrescenta.

Investigação

O Núcleo de Combate aos Cibercrimes da Polícia Civil do Paraná (Nuciber/PCPR) foi acionado. A apuração tem diversas implicações, como o possível uso eleitoral de um serviço público e se houve desrespeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) informou que vai empregar seus policiais especializados para colaboração com órgãos federais. Somente a investigação poderá identificar a autoria das mensagens e apontar se houve compartilhamento de dados pessoais dos moradores, como o número de telefone, com outros serviços e empresas.

A Celepar notificou a empresa terceirizada para que preste os esclarecimentos. De acordo com o governo estadual, a companhia pública também “repudia qualquer tentativa de uso político, eleitoreiro ou manifestação antidemocrática a partir de suas plataformas de serviços e trabalha ativamente para combater esse tipo de atitude”.

Fonte: CNN

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