O delegado Eduardo Badaró diz que as investigações ainda estão em andamento. "Mas as principais lideranças estão com mandado de prisão. Estamos buscando outros integrantes", afirma. Segundo ele, a ação policial frustrou planos de novos crimes que já estavam em andamento. "Temos conhecimentos dos fatos criminosos praticados por eles, de planos futuros, que com certeza frustramos, de ataques a outras agências bancárias. Essa operação serve também para isso, para impedir novos ataques", diz. Um ataque contra agências em Muritiba já estava com planejando bem avançado, acrescenta o delegado.
O envolvimento em roubo a bancos dá prestígio aos bandidos, segundo o delegado, e eles acabam subindo na hierarquia do crime. "Um desses presos é uma liderança de uma facção criminosa no Recôncavo baiano", diz. "Pelo prestígio desses criminosos, eles acabam virando chefe de facções. Entendemos que o combate ao assalto a banco diretamente também reflete na criminalidade local, do dia a dia", acrescenta.
Na ação, foram apreendidos dois cartuchos de emulsão explosiva. dois seguimentos de estopim, duas espoletas e um seguimento de cordel detonante, material que seria usado pelos bandidos em novos ataques.
Durante as investigações foi possível coletar provas da atuação do bando em vários crimes em Salvador e no interior. A quadrilha agia sempre com muita violência, diz a PF, promovendo terror à população da cidade atacada. Os bandidos costumavam capturar trabalhadores de comércios próximos ou transeuntes para serem usados de escudo humano em eventual troca de tiros com a Polícia Militar.
No período das investigações a equipe de inteligência obteve informações de duas pessoas que morreram atingidas por disparos dos bandidos durante assaltos.
Dentre as ações criminosas praticadas pelo grupo constam explosões a cofres de agências bancárias, lotéricas e postos de gasolina, roubo de lojas e pousadas, e tentativa de sequestro, este último evitado por equipes envolvidas na investigação.
A ação mais recente ocorreu no dia sete desse mês na cidade de Terra Nova, onde a organização criminosa tentou roubar, usando explosivos, o terminal da Caixa Econômica Federal. Esse ataque foi frustrado pelas equipes policiais, com apreensão de armas, explosivos e um veículo roubado.
Os investigados responderão pelo crime de integrar organização criminosa com pena de prisão de 3 a 8 anos, assim como por cada fato ilícito individualmente praticado, a exemplo do roubo qualificado cuja pena isoladamente pode chegar a 16 anos. Correio

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