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Promotora do Ministério Público de SAJ esclarece sobre as indenizações trabalhistas às vítimas da Fábrica de fogos

 


Em entrevista com o repórter Itajaí, a promotora do Ministério Público do Trabalho, Dra. Juliana Corbal, de Santo Antônio de Jesus, esclareceu sobre as parcelas indenizatórias para as famílias das vítimas da explosão da Fábrica no município, já que foi  divulgado, erroneamente, que  houve a quitação completa da dívida.

Segundo a Dra. Juliana Corbal, a interpretação equivocada se deu, devido ao fato complexo para entender em qual esfera houve a quitação, se foi na área trabalhista, esfera comum ou ainda penal.

“O que podemos dizer é que os processos trabalhistas que já estavam em tramitação, estão se encaminhando para a fase de quitação, apenas os processos trabalhistas. O dinheiro foi depositado no processo pelos executados, no dia 21 de setembro, com o objetivo de impedir o leilão de bens”.

Ainda conforme a promotora, o Ministério Público do Trabalho terá um prazo em curso para indicar as contas das pessoas que vão receber o dinheiro, que no momento são 7.

“Acontecendo isso, poderemos afirmar que em relação aos processos trabalhistas, que estavam em curso, eles serão quitados. E de fato poderemos comemorar, pelos menos o cumprimento de um dos pontos dessa sentença da corte, enfatizando que é somente relacionado aos processos trabalhistas que estavam em curso.”

Com relação à  informação de que 16 pessoas foram indenizadas pela família Bastos, a promotora esclareceu que essa indenização diz respeito as verbas rescisórias, “em que uma parte recebeu e a outra parte, que são os 7 últimos,  estarão recebendo agora. Isto é, os processos trabalhistas que estavam em curso receberão agora, efetivamente, o seu pagamento. E essas 7 pessoas que foram contempladas agora com a transferência de valores vão representar a finalização dos processos trabalhistas.”

A fábrica clandestina de fogo explodiu em 1998 e deixou 64 pessoas mortas, entre elas crianças. Há mais de vinte anos, os familiares das vítimas aguardavam pagamento. Em julho de 2020, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou ao Brasil promover a completa execução das sentenças cíveis e trabalhistas em prazo razoável.   blogdovalente

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