Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nesta quinta-feira (29), o petista disse que a empresa "cometeu um crime contra a vida e a economia popular" de Jequié, Ipiaú e cidades atingidas e precisa ser responsabilizada por isso.
As criticas foram proferidas durante sessão extraordinária que aprovou o projeto de lei que autoriza o governo do estado a adotar as medidas excepcionais e emergenciais para mitigar os danos causados pelas chuvas.
"Esse ano tem um fato diferente, senhor presidente. A maior parte da enchente foi causada pela barragem do rio de contas no municÃpio de Jequié. Essa barragem tem funções múltiplas como toda barragem, que é abrigar uma produtora de energia elétrica, uma usina hidrelétrica. Uma de suas funções é o controle da vazão do rio para proteger a população que vive à s margens da barragem e nos municÃpios depois da barragem.
Esse ano também aconteceu algo novo no Brasil: pela primeira vez, quem monitora essa barragem é uma empresa privada, porque a Chesf e o complexo da Eletrobras foram privatizadas pelo governo Bolsonaro em meados deste ano", apontou o parlamentar.
"Qual é a coincidência e a novidade? A coincidência é que temos chuvas esse ano e a novidade é que tem uma enchente no municÃpio de Jequié e Ipiaú que nunca ocorreu. Então, a suspeita é que há uma forte participação da Chefs nessa inundação é muito grande. Não há razão que explique essa inundação senão o descontrole, a falta de monitoramento, o controle de carga e descarga da barragem", disse.
"Então, eu estou caracterizando essa ação da Chefs como um crime e isso não pode ser entendido como uma desorganização, uma barbeiragem. é um crime contra a economia local, um atentado contra a vida das pessoas, que poderiam ser perdidas. Isso é inadmissÃvel. Ela tem que ser responsabilizada", afirmou Robinson Almeida.
O aumento da vazão da Barragem de Pedra pela Chesf, na região de Jequié, deixou mais de 150 pessoas desabrigadas, mais de 30 mil pessoas atingidas pela enchente e mais de 2 mil imóveis danificados em Jequié. Os prejuÃzos são calculados em mais de R$ 100 milhões.
Mais cedo, nesta quinta-feira, o governador Rui Costa (PT) pediu a Procuradoria Geral do Estado para acionar a companhia judicialmemte pelo que considerou erro grave da companhia na operação da Barragem de Pedra.

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