A operação realizada pela Polícia Federal, MTE e MPT, iniciou-se na última sexta-feira (11), e os investigadores ainda buscam outras pessoas que trabalharam no local.
Conforme o auditor fiscal do trabalho Vítor Ferreira, os trabalhadores resgatados costumavam desmaiar de fome e sede e perdiam parte do salário por não conseguirem terminar a jornada.
Os adolescentes, que também foram resgatados, relataram que os “gatos” vendiam drogas e descontavam os valores dos salários. Um deles, com 14 anos, sonhava em se tornar jogador de futebol, mas sofreu um acidente de trabalho com um facão e perdeu dois dedos do pé.
Até o momento, não foram divulgados os nomes dos donos das fazendas e da empresa que comprou a produção de arroz. O “gato”, agenciador de trabalhadores, foi preso, mas preferiu ficar calado durante seu depoimento à Polícia Federal.
Os verdadeiros empregadores serão responsabilizados e terão que arcar com multas trabalhistas e administrativas, além de responderem criminalmente pelo ocorrido.
*Com informações do Uol

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