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Cigana morreu asfixiada com o próprio sangue após tiro, diz laudo da necropsia

 


morte da adolescente de origem cigana Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, foi causada por hemorragia, ou perda de sangue, que resultou em anemia severa. 

Além disso, o tiro interrompeu a passagem de ar, levando à asfixia e causando lesões generalizadas. As informações constam no laudo da necropsia, assinado na quarta-feira (12) pelo perito médico-legal e acessado pelo CORREIO.

Hyara Flor foi morta este mês em Guaratinga, no extremo-sul da Bahia, com um tiro abaixo do queixo. 

O esposo da vítima, também de 14 anos, é apontado pela família dela como o principal suspeito do crime, que teria sido motivado por vingança. 

Ele e o sogro da menina fugiram depois do ocorrido, e ainda não foram encontrados.

De acordo com a advogada da família de Hyara, Janaína Panhossi, o laudo não define se o disparo foi feito de forma acidental ou intencional.

"O laudo que temos a conclusão até o momento é o da necrópsia, que é inconclusivo quanto à forma como se deu o fato, ou seja, indica apenas a causa da morte da Hyara", explica.

Ainda faltam alguns outros laudos serem liberados, como o do local do crime e da arma aprendida, que devem ajudar na conclusão do inquérito, de acordo com a advogada. As investigações estão em andamento. 

O caso
Na segunda (10), o pai da adolescente, o autônomo Hiago Silva, 30, foi ouvido pela polícia e, emocionado, assumiu a autoria de um áudio em que ele diz ter "decretado guerra" contra a família de seu genro e que "vai morrer muita gente". O homem justificou que a declaração foi feita "no calor da emoção".

Depois de ter sido baleada, a adolescente chegou a ser socorrida para um hospital da região, porém não resistiu. Ela deu entrada na unidade com a informação de que teria se ferido no queixo ao ter limpado a pistola. 

No entanto, contradições levantaram a suspeita de que se tratava de um crime.

Suposta recompensa
Após a morte de Hyara Flor, circularam na internet publicações que divulgavam uma recompensa de R$ 300 mil para quem encontrasse o suposto autor do crime. 

O pagamento teria sido oferecido pelo pai da vítima, que negou a informação por meio de um vídeo publicado em seu perfil no TikTok por volta das 19h de segunda-feira (10).

"Eu não ofereci dinheiro pela cabeça de ninguém", defende-se Hiago. "Agradeço à população brasileira, que se comoveu com a morte da minha filha. A gente quer justiça. Isso, sim", enfatiza o homem.

Indícios de violência
Ainda conforme o informado por Janaína ao CORREIO, havia indícios de que Hyara Flor vinha sendo destratada pelo esposo na casa onde moravam — anexa ao imóvel dos pais dele. 

Na noite anterior a sua morte, a menina ligou para o pai pedindo que fosse visitá-la, a fim de lhe falar 'algo importante'. O pedido, porém, não pôde ser atendido por Hiago, que estava em viagem a uma cidade vizinha.

"No velório, inclusive, eles perceberam algumas marcas no braço dela que supostamente eram de agressões", relatou a advogada. 

Além disso, após a morte da adolescente, a família teve acesso a conversas de WhatsApp entre o casal. 

"Era uma relação de muito pouco afeto por parte dele, que demorava muito a responder as mensagens e, quando ela pedia alguma coisa, respondia com grosseria", descreveu.  Correio

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