Segundo matéria ao G1, o primeiro corpo a ser retirado dos escombros foi de Josuel Ramos da Silva, de 45 anos. Ele trabalhava como porteiro da Escola Municipal Governador Carlos Wilson, localizada em Paulista.
Uma mãe e dois filhos foram encontrados abraçados sem vida numa cama de casal entre os destroços do desabamento. Marcela Neves dos Santos, de 42 anos, trabalhava como faxineira autônoma. Ela morava no Conjunto Beira-Mar há oito anos, com Wallace, de 10 anos, e Maria Flor, de 6 anos.
Segundo parentes, Marcela se mudou para o local porque não conseguiu mais pagar o aluguel na casa onde vivia antes, também localizada em Paulista.
Sobrevivente da família
A outra filha de Marcela, Evelyn Tainá Neves, de 15 anos, foi resgatada viva dos escombros após 10 horas de buscas dos bombeiros. A adolescente foi levada ao Hospital Miguel Arraes, em Paulista, de onde foi transferida para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, na área central do Recife.
“Ela passou por um procedimento cirúrgico, para reparar uma lesão por esmagamento na perna, e o estado de saúde é estável”, informou o HR no sábado (8).
Mateus Silva de Albuquerque, de 21 anos, era namorado de Evelyn e morreu abraçado à jovem, quando parte do prédio desabou. Conforme a família, ele trabalhava num restaurante de um shopping localizado no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife.
O jovem morava com a mãe e quatro irmãos na cidade de Abreu e Lima, também na Região Metropolitana do Recife. Segundo parentes, ele passava várias noites na casa da namorada.
Guilherme Emanuel, de 12 anos; Pedro Misael, de 8 anos; e Ester Misael, de 5 anos, são irmãos e foram encontrados sem vida em momentos diferentes das buscas. Os três viviam no prédio que desabou parcialmente com a mãe, que não estava em casa porque tinha ido ao trabalho, em um lar de idosos no bairro do Janga.
Além deles, morava no apartamento Emily Misael, de 15 anos, que foi resgatada com vida entre os escombros. Ela quebrou a bacia e foi levada para o Hospital da Restauração, onde “permanece internada, em observação, com quadro de saúde estável”, segundo a unidade de saúde informou no sábado (8).
A família havia morado no mesmo conjunto habitacional, mas saiu de lá e passou alguns anos vivendo em outro local. Há alguns meses, a mãe trocou de emprego e teve que voltar para o Conjunto Beira-Mar. Segundo parentes, ela estava juntando dinheiro para se mudar do imóvel no fim de julho.
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| Foto: REUTERS/Anderson Stevens |


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