Além do trio familiar, o dono da chácara, localizada no Setor Imaracá, e um casal de caseiros também foram implicados no crime. Segundo as investigações, a suspeita é de que Francisco tenha sido morto no dia 23 de junho, período em que desapareceu.
Os investigadores tomaram conhecimento desse caso na quarta-feira, quando uma testemunha informou que recebeu uma proposta de R$ 150 para enterrar um corpo. A testemunha apontou os caseiros como responsáveis pela proposta.
“Fomos até a chácara, mas não tínhamos informações nenhuma. Lá estava esse casal e o dono da chácara. Tentamos levantar algumas informações sobre o desparecimento, mas eles negaram. Falaram que não sabiam de nada”, explica o delegado Vinícius Máximo.
“De mãos atadas, tivemos que sair de lá. Porém, a gente lembrou que esse casal era investigado por um homicídio cometido em maio e teríamos representado pela prisão deles, ” finalizou.
No entanto, antes de retornarem à delegacia, os investigadores entrevistaram moradores da região, que afirmaram que Francisco estava desaparecido. Os policiais foram até a residência da vítima e encontraram sua esposa e um filho. O filho informou aos investigadores que o pai havia viajado de moto para o Maranhão para buscar farinha, algo que ele costumava fazer.
Ao voltarem para a delegacia, os agentes verificaram o histórico dos caseiros e descobriram que havia mandados de prisão em aberto contra o casal. Eles retornaram à chácara e prenderam os suspeitos. “Começamos a interrogá-los sobre o homicídio até que a mulher indicou onde o corpo estava”, informou o delegado Máximo.
O corpo foi encontrado enterrado com múltiplas facadas, um golpe de machado na cabeça, mãos e pés amarrados, e envolto em uma lona. Estava enterrado a cerca de um metro de profundidade, coberto com palha, o que impedia a disseminação de odores, de acordo com o delegado.
O Grupo de Investigação de Homicídios continuará trabalhando para esclarecer todos os detalhes do caso e buscar a justiça em nome da vítima, Francisco Nonato de Araújo. Metrópoles

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