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SAJ: Débito de mais de R$ 1 milhão da prefeitura inviabilizou pagamento de salários de ex-trabalhadores da JMRV, diz diretora do Sindlimp

 

Maria da Conceição, Diretora do Sindlimp – Foto: reprodução

A recente transição no setor de varrição em Santo Antônio de Jesus tem gerado especulações e dúvidas entre a população. Para esclarecer os acontecimentos e a situação atual, Maria da Conceição, diretora do Sindlimp Recôncavo, concedeu uma entrevista à Andaiá FM  abordando as mudanças e os desafios enfrentados pelos trabalhadores e empresas envolvidas.

Com a saída da empresa e a entrada da LMR no serviço de varrição do município, o Sindlimp tem acompanhado de perto esse processo de transição. Ao repórter Antônio Carlos, Maria da Conceição destacou que a mudança não ocorreu por decisão da empresa anterior, mas sim devido a uma licitação que foi vencida pela empresa LMR. Ela explicou que os trabalhadores migraram para uma nova empresa em função dessa alteração.

“Os trabalhadores não foram demitidos. Após a licitação, os servidores migraram de um empresa para a outra”, esclareceu.

Conforme a diretora do Sindlimp, a empresa anterior teve problemas quanto aos pagamentos dos trabalhadores após a reestruturação. Segundo maria da Conceição, a empresa JMRV estava com dificuldades para controlar os pagamentos, uma vez que ainda estava esperando o recebimento de valores contratuais da prefeitura, totalizando mais de um milhão de reais.

“A JMRV tem mais de um milhão de reais para receber da prefeitura, que é para poder pagar esses trabalhadores. Nós do Sindlimp estivemos em reunião com o prefeito, com o jurídico da prefeitura, com o jurídico do sindicato, com a presença do presidente da LMR e o gestor  disse que esse valor seria pago, no entanto, não foi feito”, evidenciou.

Segundo a diretora, a empresa JMRV pediu um desconto de 30% para fazer o pagamento imediato ou fosse dividido em dez vezes o valor repassado aos funcionários demitidos. O sindicalista destacou a importância de preservar os direitos dos trabalhadores e afirmou que sugeriu um parcelamento do pagamento sem descontos. Após ocorrido, ficou decidido que os trabalharia trabalhando o valor integral em parcelas, sem quaisquer direitos.

“O presidente da empresa JMRV colocou para gente se o trabalhador quisesse receber de imediato seriam descontados 30%.  Eu disse que não era justo com o trabalhador ter seu salário, seus tempos de férias, ter tudo e de ter que abater 30% dos seus valores. Então, a empresa pediu para gente um prazo maior e dividir em dez vezes, o que ainda é um absurdo”, continuou a diretora. 

Maria da Conceição enfatizou que a prefeitura tem um débito a ser quitado com a empresa JMRV, e essa questão também foi abordada na reunião. A situação se mostra sensível, considerando que a transição de empresas gerou tensões e preocupações entre os trabalhadores, que procuram assegurar seus direitos.

No encerramento da entrevista, Maria da Conceição expressou o desejo de que a prefeitura compre com seus compromissos financeiros e que a situação seja resolvida de forma justa para todos os envolvidos. Ela enfatizou a postura do Sindilimp em buscar soluções que beneficiam os trabalhadores e promovem a transparência no processo de transição e pagamento.   blogdovalente

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