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| Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio/UOL |
Entre os itens havia 12 fardas originais, bandeiras, um quadro de Adolf Hitler, recortes de jornal dos anos 1950 sobre o nazismo e fascismo, medalhas do Terceiro Reich, capacete militar, e um documento da SS (Schutzstaffel) – organização paramilitar ligada ao partido nazista, com a foto do suspeito. Além disso, foram apreendidas armas, munições e e material pornográfico.
A polícia chegou até o suspeito após a denúncia de um vizinho. A partir do registro, policiais da 42ª DP apuraram que o suspeito tentava agarrar crianças dentro do condomínio, localizado na Estrada do Rio Morto.
Foi cumprido um mandado de prisão temporária por estupro de vulnerável e um mandado de busca e apreensão expedidos pelo Plantão Judiciário da capital.
Segundo o delegado Maurício Armond, o homem foi preso em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, armazenamento de material pornográfico infantil e discriminação racial. Segundo as leis brasileiras, pode ser preso por um a três anos quem fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos nazistas.
À polícia, o suspeito disse que o material encontrado no imóvel dele está avaliado em três milhões de euros (R$ 19 milhões).
“Foi a primeira vez que encontramos um material nazista com todo esse volume, itens, valor material e histórico. Nos espantou a quantidade de itens e detalhes encontrados”, disse o delegado Maurício Armond, ao UOL. Segundo a polícia, o suspeito ainda não tem defesa constituída e, por isso, não será identificado na reportagem inicialmente.
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| Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio/UOL |
Os agentes investigam a ligação do suspeito com grupos nazistas e com pessoas que fariam transações e negociações desse produtos. Uma farda nazista de alta patente pode custar cerca de 250 mil euros (R$ 1,6 milhão) num mercado voltado a esse tipo de produtos, segundo a polícia fluminense.
“Ele nega que venda os produtos, mas vamos tentar desvendar de onde vem esse material. Algumas peças têm etiquetas de leilões e essa pode ser uma boa pista”, afirmou Armond, à agência Reuters. “Ele é uma pessoa inteligente, articulada, mas negacionista do Holocausto, um cara homofóbico, pedófilo e que se diz caçador de homossexuais. Não sou médico, mas tem um postura de um louco psicopata.”
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| Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio/UOL |
A polícia procura um local seguro e adequado para poder conservar a coleção apreendida.
“É algo impressionante e jamais visto por aqui. Não só pela quantidade apreendida, mas pela preciosidade. Obras de arte, fardas e armas originais da Alemanha nazista e muito, mas muito mais. Ele é de um família de posses. Os pais eram investidores e parte da herança ele usava para essa coleção nazista”, acrescentou Armond.
“Isso tem que ir para um museu. É algo totalmente fora do normal e espantoso”, concluiu o delegado.
*Reportagem UOL/Reuters



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