Segundo matéria publicada pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o líder da facção paulista afirma que "não é um cara bonzinho", mas não é um "psicopata" igual a Roberto Soriano, 49, o Tiriça, apontado pelo Ministério Público do estado de São Paulo (MPSP) como o número 2 na hierarquia do PCC.
Soriano, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília, é acusado de ser o mandante do assassinato da psicóloga Melissa de Almeida Araújo. O interno também é visto como o cabeça da "ala terrorista do PCC" — grupo radical que coordena morte de autoridades.
Outros três criminosos ligados diretamente ao assassinato foram condenados pela Justiça neste ano. A servidora trabalhava na penitenciária federal de segurança máxima de Catanduvas.
A psicóloga tinha a função de fazer consulta com os presos e acabou baleada na cabeça quando chegava a sua casa com o filho de 10 meses e o marido, um policial civil. As vítimas caíram em emboscada montada quando o condutor estacionava o carro. Ao menos quatro homens armados efetuaram vários disparos. O filho e o marido sobreviveram.
O crime, registrado em 2017, seria uma ação do PCC contra o regime rigoroso implementado no Sistema Penitenciário Federal. De acordo com investigações, a facção considera que os presos que integram o sistema sofrem "opressão" do Estado, uma vez que o esquema de segurança, por não ter visita íntima e pelo contato com advogados e familiares ser estritamente por meio de parlatório, não permite a entrada de drogas, celulares e, sobretudo, a entrega de bilhetes.
Informações obtidas remetem a um diálogo de Marcola com interlocutores quando ele ainda estava detido na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). A primeira conversa ocorreu em junho de 2022. Na ocasião, o líder do PCC fala sobre a "imagem" que as pessoas têm dele. Camacho chega a dizer que não é um "cara bonzinho", e, sim, "um cara perigoso de verdade". Porém, pontua que não é a favor da "violência gratuita".
Em janeiro deste ano, Marcola foi transferido a penitenciária federal de Porto Velho para a penitenciária federal de Brasília. A operação de transferência foi coordenada pela Secretaria de Políticas Penais do Ministério da Justiça e realizada durante a tarde, sob forte esquema de segurança. O motivo da mudança de prisão, segundo revelou o próprio ministro, seria a existência de um suposto plano de fuga de Marcola da unidade.

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