Dentre os investigados, estão nomes ligados ao reduto de Arthur Lira, como o ex-assessor Luciano Ferreira Cavalcante e o empresário Edmundo Catunda, pai do vereador João Catunda.
Edmundo Catunda, que é um dos proprietários da Megalic, é suspeito de intermediar a compra de equipamentos de robótica para 43 municípios de Alagoas.
Acredita-se que o dinheiro utilizado nessa aquisição tenha sido desviado do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
Estima-se um prejuízo de aproximadamente R$ 8,1 milhões em decorrência dessas ações.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2019 e 2022, durante processos licitatórios.
Além disso, foram identificadas movimentações financeiras envolvendo pessoas físicas e jurídicas que não forneciam os equipamentos de robótica.
As transações eram realizadas em valores inferiores a R$ 50 mil, aparentemente com o objetivo de burlar o sistema de controle do Banco Central e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
Posteriormente, ocorriam saques e entregas das quantias aos destinatários.
Os investigados tiveram seus bens móveis e imóveis no valor total de R$ 8,1 milhões sequestrados, além da suspensão dos processos licitatórios e contratos administrativos.
Além do Distrito Federal, os mandados, expedidos pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas, foram cumpridos nos estados de Pernambuco, São Paulo e Goiás.
A operação evidencia a atuação da Polícia Federal no combate à corrupção e à fraude em processos públicos, visando a punição dos responsáveis e a recuperação dos recursos desviados.

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