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Dilma diz que prefere Alckmin do que Doria e Bolsonaro em 2018

A ex-presidente Dilma Rousseff, um ano após sofrer impeachment e ser afastada do cargo definitivamente, falou sobre o processo, que ainda classifica como “golpe”, e comentou também as próximas eleições presidenciais. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, ela disse que os argumentos usados para o seu impedimento foram “ridículos”, mas reconheceu que seu governo “perdeu a batalha do convencimento” quando buscava saídas para a crise econômica.
Ao analisar a disputa de 2018, Dilma, disse que prefere ver o PT enfrentar o tucano Geraldo Alckmin a Jair Bolsonaro ou João Doria, a quem chama de “inconsistente”. “O golpe não é uma peça com um só ato. O primeiro foi o impeachment, para me afastar da Presidência e evitar que as investigações chegassem até eles”, disse.
“O segundo ato é afastar o ex-presidente Lula. Mas outro dia ele falou claramente: ‘Participarei da eleição preso ou solto, condenado ou absolvido, vivo ou morto’. Ele participará da eleição. Por isso algumas possibilidades estão sendo colocadas na mesa, como a farsa do parlamentarismo. Não afasto sequer a possibilidade de tentarem, de alguma forma, impedir a eleição em 2018”, completou.
Sobre o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, derrotado em primeiro turno em 2016, ser o Plano B do partido, caso Lula realmente não possa se candidatar, Dilma respondeu: “Isso ainda não foi discutido. Quem vai ser é uma obra aberta. Do nosso ponto de vista, essa discussão é um absurdo. Por que nós iríamos nos antecipar? Não somos nós os algozes da democracia”.
Ainda sobre a eleição de 2018, ela refletiu: “Um produto da deterioração do golpe foi a dissolução do PSDB como proposta de centro-direita do país. Agora emergem dois nomes. Um político de extrema-direita, que é o Bolsonaro, e um político que não tem nenhum compromisso com o país, o Doria”.
E completou: “Eu preferia o Alckmin ao Doria e ao Bolsonaro. Acho que o país preferia um candidato do perfil do Alckmin. Ao Bolsonaro, não tenho dúvida. Em relação ao Doria, que as pessoas façam seu raciocínio e pensem bem. Não vejo consistência na candidatura dele. O Alckmin, de uma forma ou outra, é PSDB. Acho que eles ainda têm um pequeno compromisso com o país”.