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Caso Hyara: polícia conclui que cigana foi morta por criança de 9 anos durante brincadeira

 


A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito sobre a morte da adolescente Hyara Flor Santos Alves.  A jovem, de 15 anos, foi morta a tiros em julho deste ano em uma comunidade cigana na cidade de Guarantinga, no sul do estado.

Segundo a investigação, o tiro que matou Hyara foi disparado de forma acidental pelo cunhado dela, um menino de 9 anos. O menino e a adolescente estavam brincando com uma arma de fogo no quarto dela quando o disparo ocorreu.

A versão de que a morte de Hyara foi um acidente já havia sido apontada pelos familiares do menino e de Hyara. No entanto, a família da jovem acreditava que ela havia sido morta por vingança, já que um tio dela teria um relacionamento extraconjugal com a sogra da adolescente.

A polícia civil ouviu 16 pessoas durante as investigações, incluindo as duas crianças que estavam presentes no momento do acidente. A polícia também analisou laudos periciais, imagens de câmera de vigilância e documentos.

A sogra de Hyara foi indiciada por homicídio culposo e porte ilegal de arma de fogo. O adolescente que atirou em Hyara não foi indiciado, pois ele é menor de idade.

O advogado do adolescente disse que a investigação confirmou a versão da família do jovem, que sempre sustentou que a morte de Hyara foi um acidente. O advogado afirmou que espera que o adolescente seja liberado o mais breve possível.

Um tio de Hyara também foi indiciado por disparo de arma de fogo. Ele é suspeito de ter disparado contra a residência do casal de adolescentes após a morte da jovem.

O caso ainda está sendo investigado pelo Ministério Público da Bahia.

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