Nailson formalizou ocorrência junto à Polícia Civil e também à Corregedoria da Polícia Militar. Em comunicado nesta quinta-feira (10), a PM informou que os agentes envolvidos foram afastados das atividades de rua e passarão a cumprir funções administrativas.
O pedreiro relatou o ocorrido durante uma entrevista à reportagem, oferecendo detalhes sobre uma agressão sofrida. A esposa de Nailson registrou toda a situação em vídeo.
“Meu ajudante trabalhou na minha casa no sábado. No domingo de manhã, ele voltou para procurar seu celular, e foi então que liguei para o seu número do meu celular, na tentativa de localizá-lo.
Nesse momento, entrei em minha residência sem perceber a presença de uma viatura policial, não tinha ideia de que a polícia estava fazendo ronda no bairro.
” A versão dos policiais é que eles estavam em patrulha e que Nailson teria fugido da viatura – algo que o pedreiro nega. Os advogados revistaram o ajudante e depois adentraram a propriedade, sem um mandado judicial, para abordar o trabalhador.
Quando saí, pensando que eles ainda estavam do lado de fora, já estavam dentro da minha casa, os três, armados. Começaram a mexer na minha roupa, e eu disse: ‘vocês não podem entrar, minha casa é inviolável, a Constituição me assegura isso'”.
A menção à Constituição Brasileira, feita por Nailson, refere-se ao artigo 5º, que declara que “a casa é o asilo inviolável do indivíduo, ninguém pode entrar nela sem o consentimento do morador”.
Apesar de ter ouvido os policiais, Nailson conta que os PMs invadiram o imóvel e chegaram a agredi-lo com um fuzil. Um dos policiais rasgou suas roupas.
Essa situação foi registrada por familiares, e o vídeo da ação violenta do policial foi compartilhado nas redes sociais. A família, após o incidente com a PM, optou por sair de casa por temer retaliações dos policiais.
“Diante do ocorrido, fiquei com medo. Para evitar qualquer risco, eu e minha família agora estamos vivendo em um local deficiente.
Minha casa está abandonado. Percebo que isso foi um ato arbitrário, pois é algo recorrente por parte dessa equipe. Todos têm medo dessa guarnição.”

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